20/01/2016 14h10
Confirmação aconteceu após a analise da placenta de uma gestante vítima de aborto retido
Daquidali
Em novembro de 2015, o MINISTÉRIO DA SAÚDE anunciou oficialmente a relação entre os casos de microcefalia ao vírus Zika, transmitido pelo mosquito Aedes Aegypt. Agora, em uma pesquisa inédita, especialistas confirmam as suspeitas de que ele é capaz de atravessar a placenta durante a gestação, podendo levar ao aborto.
A análise, realizada pelo INSTITUTO CARLOS CHAGAS, foi feita a partir de uma paciente do Nordeste que sofreu um aborto retido, QUANDO O FETO DEIXA DE SE DESENVOLVER DENTRO DO ÚTERO. Após a detecção e confirmação do aborto foram coletadas amostras da placenta, que passaram por exames capazes de verificar a infecção por vírus.
Em seguida, foram feitos testes moleculares que IDENTIFICARAM O GENOMA DO ZIKA EM CÉLULAS DA MÃE E DO EMBRIÃO, além de uma inflamação na placenta. Os pesquisadores acreditam que a doença utiliza a capacidade de migração das células para alcançar os vasos fetais, um mecanismo semelhante ao observado em transmissões de HIV. Essa possibilidade, no entanto, deverá ser estudada para ser confirmada.


