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Vitamina D pode reduzir colesterol ruim, sugere estudo

24/03/2014 07h50

Os pesquisadores levaram em conta os fatores: nível inicial de vitamina D, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas e mais de vinte outras variáveis.

UOL

Muitos estudos observacionais sugeriram que a vitamina D pode ser benéfica para a saúde do coração. Um experimento randomizado agora descobriu que a vitamina D parece reduzir os níveis do colesterol LDL, ou colesterol ruim.

Pesquisadores designaram de forma aleatória 576 mulheres na pós-menopausa a tomarem diariamente 400 unidades de vitamina D acrescidas de 1.000 miligramas de cálcio ou placebo. As mulheres foram acompanhadas durante 3 anos.

Ao final do estudo, publicado no periódico “Menopause”, o soro sanguíneo do grupo que tomou o suplemento apresentou níveis significativamente maiores de vitamina D e uma redução pequena, porém notável, do LDL.

Os pesquisadores levaram em conta os fatores: nível inicial de vitamina D, tabagismo, ingestão de bebidas alcoólicas e mais de vinte outras variáveis. Eles reconheceram que a amostra era relativamente pequena e que eles não poderiam extrair conclusões sobre os efeitos da vitamina D sobre a saúde cardiovascular a partir dessas descobertas.

Entretanto, os pesquisadores afirmam que o formato aleatório e duplo-cego do estudo, e o uso de exames de sangue para obtenção dos níveis de vitamina D conferem credibilidade ao experimento.

“Não temos dados suficientes para afirmar que descobrimos tudo”, afirmou Peter F. Schnatz, principal autor do estudo e professor de medicina interna da Faculdade de Medicina da Filadélfia. A mudança no LDL é significativa “mas talvez não seja suficiente para afirmarmos que é possível evitar que as pessoas tenham doenças cardíacas”.

O colesterol alto pode ser combatido só com medicamentos. MITO: a disfunção pode ser controlada com um tratamento que tenha dieta personalizada, atividade física e fitoterápicos ou alimentos funcionais, defende a colaboradora técnica da Associação Paulista de Nutrição, Vanderli Marchiori. Se, no entanto, o paciente apresentar taxas muito elevadas de colesterol, em um quadro associado a outras disfunções, é possível que tenha de fazer uso de medicamentos.