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domingo, 18 de outubro, 2026

Vizinho de 21 anos confessa assassinato de Carla e tem prisão decretada

Campograndenews

Assassino de Carla estava com lençol sujo de sangue

Sequestrada na porta de casa no dia 30 de junho e abandonada morta e com evidências de tortura e violência sexual no corpo, Carla Santana Magalhães foi vítima de um vizinho de 21 anos, que está na DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), onde foi ouvido. Tudo aconteceu na rua da casa onde vivia com a família, no Bairro Tiradentes, região leste de Campo Grande.

O assassino, Marcos André Vilalba Carvalho, segundo o Campo Grande News levantou, confessou o homicídio.  A Polícia Civil já pediu a decretação da prisão dele, por feminicídio. A ordem foi acatada pelo juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri.

Conforme levantado, Marcos não tinha relacionamento com a vítima, mas ainda assim a situação foi enquadrada em “desvalor da condição de mulher”.

A morte de Carla Santana Magalhães, 25 anos, provocou choque na comunidade, principalmente nas mulheres, em razão da violência a que foi submetida e a crueldade de abandonar o corpo na esquina da casa dela.

Clima de pânico se estabeleceu, diante de boatos, negados pelas autoridades, de que houvesse criminoso em série atuando.

Vizinho de 21 anos confessa assassinato de Carla e tem prisão decretada
Lençol ensanguentado encontrado na casa do suspeito. (Foto: Direto das Ruas)

Local do crime:

Um cenário de horror foi encontrado na residência de Marcos André Vilalba Carvalho, de 21 anos, assassino confesso da jovem Carla Santana Magalhães, de 25 anos. O imóvel fica na Rua Nova Tiradentes, mesma onde a jovem foi encontrada morta três dias depois de ser sequestrada pelo rapaz. Marcos era vizinho da vítima, mas o que motivou o crime ainda não foi revelado pela polícia.

No endereço, os policiais do Batalhão de Choque da Polícia Militar se depararam com manchas de sangue em um lençol e até em uma máscara de tecido.

Marcas de sangue também foram encontradas em um pedaço de pano que estava no bolso do criminoso. O sangue, possivelmente é de Carla, mas só exames periciais poderão afirmar com precisão. Ao ser questionado sobre as manchas encontradas no local ele teria dito que o sangue era seu.

Crime brutal

Duas semanas – Carla foi raptada no dia 30 de junho, uma terça-feira. Voltava do mercado perto de casa, onde foi comprar café. Ainda gritou por ajuda, como mostra áudio de câmera de segurança de imóvel na vizinhança.

Para trás, ficaram o celular, o pacote de café e o chinelo usado por ela. O corpo foi “devolvido” na esquina da casa dela, na varanda de um comércio, na sexta-feira, três dias depois. O cadáver estava sem roupas.

Responsável pela investigação, o titular da DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídio), Carlos Delano, só falou do caso uma vez, no dia 5. Disse que não adiantaria linha de investigação ou suspeito e que estava trabalhando no caso com afinco.

A autoridade policial não se manifestou ainda sobre o pedido de prisão.