As pílulas anticoncepcionais funcionam mantendo o estrogênio em um nível atípico ao longo do mês, mas o suficiente para enganar o corpo e fazê-lo pensar que você já está grávida.
28/09/2018 11h50 – Douradosnews
O ciclo menstrual natural da mulher é composto por níveis crescentes e decrescentes de estrogênio, e progesterona ao longo do mês. As pílulas anticoncepcionais funcionam mantendo o estrogênio em um nível atípico ao longo do mês, mas o suficiente para enganar o corpo e fazê-lo pensar que você já está grávida.
Uma vez que o corpo percebe altos níveis de estrogênio como um sinal de gravidez, ele para de ovular.
Anticoncepcional e saúde
A pílula anticoncepcional é um dos diferentes métodos de controle de natalidade. As mulheres que tomam a pílula anticoncepcional por via oral para evitar a gravidez, tem 0,01% chances de engravidar. Uma mulher engravida quando o óvulo é libertado do ovário (o órgão que detém os óvulos), é fertilizado pelo esperma do homem.
O óvulo fertilizado se prende ao interior do ventre da mulher (útero), onde recebe nutrição e se desenvolve até se tornar um feto. Os hormônios são responsáveis por controlar a liberação dos óvulos nos ovários, o que é chamado de ovulação.
A pílula anticoncepcional, portanto, é feita de hormônios que impedem que haja a ovulação; deixando de produz mais óvulos. Sem óvulos, não existe a fertilização com o esperma.
Esse método contraceptivo também pode prevenir a gravidez alterando o revestimento do útero, por isso, é improvável que o óvulo fertilizado seja implantado.
Muitas vezes, o anticoncepcional é receitado não apenas para prevenir a gravidez, mas também para ajudar a regular o ciclo menstrual; diminuir as cólicas; prevenir a formação de cisto no ovário; reduzir as chances de câncer no útero ou nos ovários; reduzir os sintomas de TPM, entre outros.
Efeitos secundários comuns
De acordo com a Food and Drug Administration (FDA), os efeitos dos níveis de estrogênio continuamente elevados devido aos anticoncepcionais podem incluir (1):
– Aumento do risco de câncer de mama;
– Risco de coágulos sanguíneos (trombose venosa); esse risco é maior para as mulheres com excesso de peso tomando a pílula;
– Risco de ataque cardíaco e acidente vascular cerebral (AVC).
– Dores de cabeça ou enxaquecas;
– Problemas de vesícula biliar ou hepática;
– Aumento da pressão arterial;
– Ganho de peso;
– Mudanças de humor, sintomas de depressão ou ansiedade;
– Náusea, cólicas, sangramento irregular;
– Mastalgia.
A pílula não protege contra Doenças Sexualmente Transmissíveis, incluindo o HIV. Portanto, sem o uso de preservativos, é possível contrair DSTs.
Pílulas anticoncepcionais contêm os mesmos tipos de hormônios sintéticos que remédios de reposição hormonal, usados ??por mulheres na menopausa ou pós-menopausa.
Enquanto alguns médicos e autoridades de saúde relatam que esses hormônios são “seguros e eficazes”, outros recomendam evitá-los sempre que possível.
Algumas mulheres têm efeitos colaterais intoleráveis ??induzidos por estrogênio, que piora ao adicionar mais hormônios sintéticos ao organismo.
Cólicas ou períodos dolorosos e irregulares acontecem devido a uma deficiência de progesterona, e um excesso de estrogênio. Portanto, o estrogênio das pílulas anticoncepcionais muitas vezes pioram o problema.


