Volta às aulas exige atenção redobrada dos pais

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Mudança nas rotinas de sono e alimentação usualmente geram danos ao comportamento infantil e podem provocar prejuízos a longo praxo

A volta às aulas muitas vezes representa a ruptura de uma rotina mais flexível do período em casa, quando os horários e costumes podem ser menos regrados. Retomar os hábitos anteriores nem sempre é fácil para os pequenos e neste processo de adaptação, as crianças podem acabar dormindo e comendo mal, o que exige atenção redobrada dos pais e educadores.

“Do ponto de vista neurobiológico, o sono e a nutrição são pilares estruturantes, e a negligência dessas áreas interfere na maturação do córtex pré-frontal, região do cérebro responsável por funções executivas essenciais como a atenção, o planejamento e a regulação emocional”, explica a Dra. Lorena Del Sant, psiquiatra e professora da Afya Educação Médica São Paulo. “Crianças privadas de sono tendem a apresentar pior desempenho de memória, maior irritabilidade e redução da tolerância à frustração, sintomas que muitas vezes são erroneamente confundidos com indisciplina.”

Sobre a qualidade da alimentação, a especialista alerta ainda que o aumento do consumo de ultraprocessados e a irregularidade nos horários das refeições geram flutuações de energia e maior reatividade comportamental. Segundo a médica, não é exagero afirmar que boa parte dos problemas de comportamento registrados no início do ano letivo possui uma base fisiológica e não apenas psicológica, sendo o equilíbrio orgânico fundamental para que a criança suporte as novas demandas.

“Pais e professores devem estar atentos a manifestações que vão além da fala, como queixas somáticas de dores abdominais e cefaleias sem causa orgânica, além de regressões comportamentais e resistência persistente em frequentar o ambiente escolar. Também é fundamental diferenciar o desconforto transitório, esperado na adaptação, de sinais progressivos que indiquem ansiedade clinicamente relevante. A escuta empática e a validação emocional são estratégias-chave para garantir uma transição saudável, estabelecendo uma comunicação consistente entre a família e a escola”, acrescenta a Dra. Lorena.

O cuidado deve ser ainda maior com crianças com necessidades específicas, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA), que sofrem com hipersensibilidade sensorial e falta de previsibilidade. O retorno ao ambiente escolar pode ser altamente estressante quando não há planejamento prévio e é importante realizar uma adaptação ao ambiente para reduzir a sobrecarga de ruídos e estímulos visuais, além de uma flexibilização inicial das demandas acadêmicas.

Sobre a Afya 

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo “Valor Inovação” (2023) como a mais inovadora do Brasil e “Valor 1000” (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio “Executivo de Valor” (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa “Liderança com ImPacto”, do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 – Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br. 

Fonte: Ana Oliveira