Barreira sanitária constatou que pessoas vem “fazer compra” no Paraguai

Por mais que o governo do Presidente Mario Abdo Benítez, do Paraguai, queria demonstrar que as fronteiras do país estão fechadas para os turistas brasileiros nas principais cidades fronteiriças, com o objetivo de combater a entrada de pessoas possivelmente contaminadas com o novo Coronavírus (Covid-19), a cada dia que passa fica mais claro que tal ação não está dando certo e os recursos investidos nas Forças de Segurança para proteger a fronteira está sendo em vão, ou com a decisão está transformando os militares presentes na fronteira, principalmente entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, em meros expectadores do contrabando a céu aberto ou por baixo do pano que acontece na linha que divide as duas cidades, assim, leva-se a crer que alguém está levando alguma vantagem para fazer vista grossa a esse tipo de transportes de mercadorias oriundas do país vizinho.

A barreira sanitária instalada na rodovia BR 463, em Ponta Porã, em apenas um dia mostrou que passaram 1.400 veículos, com um total de 2.600 pessoas, e durante a entrevista que os técnicos da vigilância Sanitária fizeram com estes visitantes que vieram de várias cidades do Brasil, o principal motivo da viagem dado pelos visitantes era o de fazer compras no Paraguai. E essas compras deve realmente estar dando certo já que o número de turistas aumenta a cada dia na fronteira.

Basta ficar um tempinho na rua Paraguai, bem na linha internacional, entre a rua Tiradentes e Guia Lopes, para ver in loco o ‘comércio’ sendo realizado, onde o militar paraguaio passa fazendo a sua guarda, vai até a esquina e é nesse momento, algo em torno de 5 minutos, que várias caixas cruzam a fronteira em direção a caminhonetes, SUVs, Vans, Mini-Vans e até em veículos pequenos que são abarrotados de mercadorias que seguem em direção as cidades brasileiras, tanto do Mato Grosso do Sul, quanto aos demais estados.

As apreensões feitas diariamente pelo DOF, PRF e até pela PM das cidades por onde passam esses veículos comprovam as compras e vendas realizadas e apesar de muitas reclamações, as apreensões são feitas em nome da proteção aos comerciantes brasileiros, que também, da mesma maneira que os comerciantes paraguaios, estão passando por todo tipo de dificuldades e somente ações assim podem garantir um pouco de tranquilidade neste momento de pandemia.

Existe ainda a questão do contrabando de cigarros e o tráfico de drogas que aumentou em mais 150 % neste período, de acordo com informações do DOF e da PRF.

Com relação ao Vírus, a cidade de Pedro Juan Caballero, nesta segunda-feira (6), conta com 29 casos confirmados, sendo que nas últimas 24 horas, 5 novos casos foram registrados na cidade. As informações passadas pelo Setor de Saúde do país vizinho não especifica quantos estão curados, quanto estão internados e quantas mortes foram registradas na cidade.

Já em Ponta Porã a informação vem de Campo Grande, quando a Secretaria Estadual de Saúde informou que a cidade na data de 05 de julho conta com 139 casos, mas não se informa, quantos pacientes estão recuperados, quantos internadas e qual a situação desses, informação que deixa a população preocupada.

Comércio na linha internacional está a "todo vapor" em Ponta Pora/Pedro Juan
Victor Hugo Barreto, presidenteda Câmara do Comércio de PJC-PY

O presidente da Câmara do Comercio de Pedro Juan Caballero, Victor Hugo Barreto, informou ao jornal Che Fronteira que existe mais de 5 mil pessoas desempregadas em Pedro Juan Caballero, e que além das várias empresas fechadas, existe a possibilidade de mais 100 empresas fechar as suas portas definitivamente na cidade.

Depois de muito insistir junto ao presidente do Paraguai, foi liberado o “delivery”, uma forma em que os produtos seriam vendidos pela internet e entregues aos compradores na linha internacional, em uma barreira sanitária que seria montada pelos comerciantes paraguaios, mas de imediato a Receita Federal do Brasil entrou em ação e proibiu esse tipo de comercialização dos produtos, alegando que neste momento com as fronteiras fechadas não pode ser feito, sendo que seria considerado irregular e poderá ser apreendida.

Com a grande crise financeira que o mundo atravessa devido a pandemia do novo Coronavirus, a fronteira Brasil/Paraguai, Ponta Porã e Pedro Juan Caballero, não é diferente e enfrenta essa crise econômica de peito aberto. Existe ainda a questão política, que está mais complicada ainda, sendo que a família Acevedo,  comanda a fronteira, tendo Ronald Acevedo, governador; Robert Acevedo deputado nacional; José Carlos Acevedo, prefeito e Zulma Acevedo vereadora, e sempre estão batendo de frente com o presidente Mario Abdo Benítez e seus partidários e a partir dai Pedro Juan Caballero passa a ter mais um problema, que é o problema politico.

Se os detentores de mandado reclamam e protestam contra o fechamento da fronteira com a maneira que está sendo feita, de imediato o presidente Marito manda mais militares para apertar ainda mais o cerco e no meio de tudo isso, os comerciantes a cada dia passam por mais dificuldades.

Recentemente o presidente do Paraguai começou com uma operação de reabertura do comércio e empresas, resta saber como será feito a abertura das fronteiras e quando isso vai acontecer.

Comércio na linha internacional está a "todo vapor" em Ponta Pora/Pedro Juan
Comércio na linha internacional está a "todo vapor" em Ponta Pora/Pedro Juan
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