03/05/2015 09h58 – Atualizado em 03/05/2015 09h58
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Por: Tião Prado
Depois de sofrer mais um escândalo que envolve exploração sexual de menores, a Câmara Municipal de Campo Grande terá de correr contra o tempo para se recuperar do desgaste sofrido em pleno ano pré-eleitoral. Embora o presidente da Casa de Leis, Mario Cesar (PMDB), acredite que todas as situações que o Legislativo passou nesta legislatura serviram para amadurecimento, o esforço para desvincular a imagem da instituição do episódio terá de ser redobrado.
Em abril, a Câmara voltou a ser destaque nas notícias da Capital em razão do envolvimento sexual do então vereador e líder religioso Alceu Bueno (PSL) com duas menores. Mesmo alegando inocência, ele renunciou para evitar criação de Comissão Processante, que poderia culminar na cassação de seu mandato, bem como lhe render oito anos de ilegibilidade. Quando o pedido de apuração estava prestes a ser protocolado, os advogados do ex-presidente regional do PSL procuraram a presidência da Casa para entregar a carta de renúncia.
Segundo Mario, é necessário que haja distinção entre os atos individuais dos legisladores e as atitudes do Parlamento como um todo. O peemedebista explicou que não há como controlar a vida particular dos pares, mesmo quando se trata de nomes públicos e, portanto, cabe a cada representante da população ter cautela e manter postura. De qualquer forma, polêmicas e escândalos como estes sempre respingam.


