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domingo, 18 de outubro, 2026

Ministério dos Transportes se cala sobre ferrovia entre Estrela D’Oeste e Dourados

13/06/2015 08h10

Durante a semana, um grupo de políticos do Estado questionou a nova medida e prometem cobrar do governo federal para que o trecho entre as duas cidades seja mantido no pacote de concessões.

Douradosnews

Lançada há três anos pelo governo federal através do PIL (Programa de investimento em Logísticas) o trecho ferroviário entre Estrela D’Oeste (SP) e Dourados ainda não saiu do papel e corre o risco da obra nem começar. Nesta semana, a presidente Dilma Rousseff (PT) lançou nova etapa do programa com concessão para o trecho entre a cidade paulista e o município de Três Lagoas, no Leste de Mato Grosso do Sul o que poderia inviabilizar o projeto anterior de 659 quilômetros de extensão.

Diante desse novo anúncio, há o receio de que a maior cidade do interior do Estado fique de fora da concessão que está em fase de análise no momento, o que não foi descartado pelo Ministério dos Transportes na tarde desta sexta-feira (12) ao Dourados News.

Questionada sobre a possibilidade da saída de Dourados da ligação com o Oeste de São Paulo levando alternativa mais econômica de escoamento da safra de grãos aos principais portos da região Sul e Sudeste, a assessoria de comunicação do órgão foi evasiva e disse que não pode divulgar a informação e traçados da ferrovia até que os estudos da mesma sejam finalizados, o que ocorre no próximo dia 30.

“Os estudos do projeto estão em andamento por meio de PMI (Proposta de Manifestação de Interesse) e só após a conclusão desses é possível divulgar esboço”, resumiu a assessoria, não descartando a manutenção da obra, mas também deixando aberto possíveis retiradas do traçado para os leilões.

O PMI citado é um serviço previsto no Decreto nº 5.977 pelo qual o setor público obtém de consultores externos ou das empresas interessadas em disputar futuros contratos de concessão, estudos de viabilidade sobre projetos de infraestrutura. É como uma complementação dos estudos realizados pelo setor público.

O trecho ferroviário planejado antes da nova medida anunciada esta semana, denominado EF 267, é um ramal da Ferrovia Norte-Sul, que liga o Brasil do Maranhão ao Rio Grande do Sul. O ‘braço’ dessa estrada de ferro cortará 19 cidades de São Paulo e Mato Grosso do Sul, sendo sete no trecho Brasilândia-Dourados. O investimento inicial previsto na época era de R$ 2,9 bilhões.

A proposta com a ferrovia é promover logística para o transporte e escoamento de grãos, cana-de-açúcar, entre outros produtos importantes para a economia de Mato Grosso do Sul e do Brasil.

Durante a semana, um grupo de políticos do Estado questionou a nova medida e prometem cobrar do governo federal para que o trecho entre as duas cidades seja mantido no pacote de concessões.