06/08/2015 07h20
Deputado diz que Rainha cometeu barbaridades com os produtores rurais
Conjuntura Online
Em discurso na manhã desta quarta-feira na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Zé Teixeira (DEM), 1º secretário da Mesa Diretora, fez críticas contundentes a visita do ex-líder do MST (Movimento dos Sem Terra), José Rainha Júnior, a Campo Grande.
José Rainha esteve na Capital na manhã de terça-feira (4), quando visitou a sede do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) e defendeu o confronto, as invasões de propriedades rurais e a união de todos os movimentos sociais.
“Estou aqui para que não passe em branco a visita do homem que cometeu várias barbaridades com os produtores rurais e incitou muitas invasões”, relembrou o democrata, referindo-se a Rainha, que foi condenado a 31 anos e cinco meses de prisão pela 5ª Vara da Justiça Federal de Presidente Prudente, acusado pelos crimes de extorsão, formação de quadrilha e estelionato.
O deputado democrata é a principal liderança ruralista na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, onde tem combatido, além das invasões de terras produtivas, a violência contra os produtores, principalmente na região sul do Estado, área de contantes conflitos envolvendo trabalhadores sem-terra e indígenas.
“Este homem nunca fez nada de relevante à sociedade e com ele estavam também representantes do Movimento Agrário Cristão. Não me surpreendi com esse movimento e em saber que até os cristãos estão a favor das invasões”, disparou Zé Teixeira.
Ele disse que respeita o índio como ser humano, mas que não “admite ser negado o direito de propriedade que cabe ao produtor”. “Os governos federal e estadual estão tirando a esperança de quem produz. Mas, eles se esquecem que se o campo parar, tudo para”, colocou.
CONDENAÇÃO
Em 2011, Rainha foi investigado pela Polícia Federal na Operação Desfalque, que descobriu um esquema de extorsão de empresas e desvios de verbas para assentamentos rurais. Os réus, no entanto, poderão recorrer em liberdade, pois conseguiram a concessão de habeas corpus.
Os réus usavam trabalhadores rurais ligados ao MST como massa de manobra para invadir terras e exigir pagamentos de contribuições aos movimentos sociais, segundo a acusação do MPF (Ministério Público Federal).
Uma das acusações é de que José Rainha teria cobrado e recebido R$ 50 mil e R$ 20 mil de duas empresas do agronegócio, respectivamente, para não invadir fazendas e queimar canaviais do Pontal do Paranapanema e da região de Paraguaçu Paulista.
Ainda de acordo com os promotores, o exlíder do MST teria exigido R$112 mil de uma concessionária de rodovias a título de ajuda solidária. Com isso, praças de pedágio não seriam depredadas pelos sem-terra.


