22/11/2016 16h30
Por José Luiz Tejon Megido, Conselheiro Fiscal do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS), Dirige o Núcleo de Agronegócio da ESPM, Comentarista da Rádio Jovem Pan.
Divulgação: Dora Nunes
Existem segmentos do agronegócio que são pouco comentados no Brasil, mas que são alvos de imensas críticas internacionais pelos abusos ambientais, sociais e exploração da natureza.
O óleo de palma extraído do Dendê é um deles. Alvo de manifestações anticonsumo e costuma ser associado à morte de orangotangos na África, por exemplo. Em contrapartida, é exatamente nesse setor que o Brasil acaba de ganhar um relevante destaque e uma premiação invejada internacionalmente.
No segmento do óleo de palma, extraído do Dendê, no Pará, a Agropalma, uma empresa brasileira, foi reconhecida como a Empresa do Ano na Amazônia. Esta recebeu o Prêmio Samuel Benchimol e Banco Amazônia de empreendedorismo consciente.
A Agropalma recebe ad value pelo seu produto, que hoje se trata da única no mundo a produzir óleo de palma ambientalmente sustentável. Isso porque ela atua com desmatamento zero há mais de 15 anos, possui várias certificações avançadas em sustentabilidade, de ONGs rigorosas e severas do mundo todo.
O óleo de palma é originado de uma atividade considerada inimiga do ambiente e da sociedade. Tem no Brasil uma revolução de gestão e um exemplo de orquestração de cadeia produtiva, incluindo a inclusão de agricultores familiares na preservação e no fornecimento do Dendê, com qualidade de vida, educação e ações sociais notáveis.
Assim se faz no agronegócio, o pressuposto está na organização e na administração de uma cadeia produtiva, que vai desde o campo até o consumidor final com sustentabilidade assegurada e certificada.
No caso do Dendê ou Óleo de Palma, o prêmio dado à Agropalma é merecedor de um olhar pedagógico para todos os demais agentes. Não apenas para a Palma, mas em todas as outras cadeias produtivas. E ainda por cima, gerando riqueza e humanismo na Amazônia brasileira.
Na palma da mão, o agronegócio do óleo de palma brasileiro, exemplo para o mundo!
Sobre o CCAS
O Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS) é uma organização da Sociedade Civil, criada em 15 de abril de 2011, com domicilio, sede e foro no município de São Paulo-SP, com o objetivo precípuo de discutir temas relacionados à sustentabilidade da agricultura e se posicionar, de maneira clara, sobre o assunto.
O CCAS é uma entidade privada, de natureza associativa, sem fins econômicos, pautando suas ações na imparcialidade, ética e transparência, sempre valorizando o conhecimento científico.
Os associados do CCAS são profissionais de diferentes formações e áreas de atuação, tanto na área pública quanto privada, que comungam o objetivo comum de pugnar pela sustentabilidade da agricultura brasileira. São profissionais que se destacam por suas atividades técnico-científicas e que se dispõem a apresentar fatos concretos, lastreados em verdades científicas, para comprovar a sustentabilidade das atividades agrícolas.
A agricultura, apesar da sua importância fundamental para o país e para cada cidadão, tem sua reputação e imagem em construção, alternando percepções positivas e negativas, não condizentes com a realidade. É preciso que professores, pesquisadores e especialistas no tema apresentem e discutam suas teses, estudos e opiniões, para melhor informação da sociedade. É importante que todo o conhecimento acumulado nas Universidades e Instituições de Pesquisa seja colocado à disposição da população, para que a realidade da agricultura, em especial seu caráter de sustentabilidade, transpareça. Mais informações no website: http://agriculturasustentavel.org.br/. Acompanhe também o CCAS no Facebook: http://www.facebook.com/agriculturasustentavel


