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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

União de gigantes da celulose vai expandir investimentos no Estado, diz governador

16/03/2018 13h30

Suzano Papel e Celulose comprou participação do BNDES na Fibria; operação foi anunciada ontem à noite pelas duas empresas

Correio do Estado

Venda da empresa Fibria à Suzano Papel e Celulose, anunciada na noite desta quinta-feira (16), significa possibilidade de mais investimentos na área de celulose em Mato Grosso do Sul. A avaliação é do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), que participou nesta manhã de inauguração de agência de atendimento especializado ao agronegócio do Banco do Brasil, em Campo Grande.

Antes de comparecer ao evento, Azambuja informou ter falado com os dois presidentes das empresas, Marcelo Castelli (Fibria) e Walter Schalka (Suzano). “Eles comunicaram hoje a união das duas empresas. O que significa essa união? Possibilidade de mais investimentos, mais fábricas, mais expansão nessa área de celulose”, destacou.

Primeira empresa desse segmento instalada em Três Lagoas, inaugurada em março de 2009, a Fibria segue em expansão na cidade e atualmente está com sua segunda fábrica em funcionamento. Com investimento de R$ 7,5 bilhões, a nova linha terá capacidade de produção de 1,95 milhão de toneladas de celulose de eucalipto por ano.

Somando a primeira unidade, já em funcionamento na cidade, a empresa passa a ter uma capacidade de produção de 3,25 milhões de toneladas de celulose/ano, o que faz da operação da Fibria no Mato Grosso do Sul uma das maiores fábricas de celulose do mundo.

OPERAÇÃO
A Suzano Papel e Celulose venceu a disputa com a Paper Excellence e comprou a participação do BNDES na Fibria, o que formará um gigante mundial com 16% do mercado de celulose. O pagamento será de cerca de R$ 8,5 bilhões, além do recebimento de ações da companhia resultante da consolidação entre as duas gigantes, conforme comunicado do BNDES divulgado ontem à noite.

“As negociações foram conduzidas em comum acordo com a Votorantim S.A. com quem a BNDESPar compartilha o controle da Fibria”, disse o banco. O braço de participações do BNDES tinha 29% da Fibria.

O anúncio da venda encerra uma disputa entre a brasileira Suzano e a sino-indonesia Paper pela participação da subsidiária de participações acionários do BNDES, a BNDESPar. Além da participação na Fibria, o BNDES detém fatia de cerca de 7% na Suzano.

A união criará uma empresa com capacidade de produção de cerca de 11 milhões de toneladas de celulose de mercado por ano, mais que o dobro da segunda maior do segmento, a International Paper, de acordo com dados da empresa de consultoria e engenharia Poyry.

Segundo o BNDES, foram negociadas melhorias de governança, com política de indicação de conselheiros independentes. Pelo acordo, a companhia resultante da consolidação entre Suzano e Fibria deverá, por contrato, manter o mesmo padrão de responsabilidade socioambiental das duas empresas. Os acionistas minoritários vão receber dinheiro e ações nas mesmas condições dos controladores.

A BNDESPar continuará com participação na empresa resultante, mas terá papel minoritário.
A operação é inteiramente garantida por consórcio de bancos privados e sua conclusão está sujeita à aprovação de agências antitruste.

Antes da concretização, a Paper Excellence chegou a elevar oferta R$ 67 para R$ 71,50 ação, de acordo com a agência Reuters. A proposta foi entregue na quarta-feira (14).

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