Começaram as obras de construção da sede da Embrapa Maranhão em uma área de 23 hectares do campus Maracanã do Instituto Federal do Maranhão (IFMA), em São Luís (MA), doada pela Secretaria do Patrimônio da União (SPU). A área construída será de 1,1 hectare, somando a área da Unidade e do campo experimental, a um custo de R$ 43,9 milhões, vindos de recursos do Novo PAC. O governo do Maranhão e a bancada federal do estado aportaram, respectivamente, R$ 10 milhões e R$ 5 milhões. A obra deve ser entregue em até 24 meses, considerando que o projeto da obra foi desenhado para exigir menor complexidade estrutural.
Marcos Rafael Xavier, engenheiro civil da Embrapa designado gestor do contrato, diz que o planejamento da nova sede da Embrapa Maranhão nasceu da busca criteriosa pela área ideal que pudesse abrigar, com adequação e visão de longo prazo, as atividades do centro de pesquisa. As contratações dos projetos de arquitetura e engenharia e, posteriormente, da execução da obra, se apoiaram em experiências recentes e bem-sucedidas de outras Unidades da Embrapa, como a Embrapa Alimentos e Territórios (AL), incorporando práticas mais modernas e eficazes de gestão pública.
Nesse caminho, houve uma prioridade clara pela qualificação técnica e pela capacidade de entrega dos parceiros, superando a lógica restritiva do menor preço, que muitas vezes não representa a melhor contratação, nem a melhor relação entre custo, prazo e desempenho. Isso permitiu contar com empresas com experiência comprovada em obras relevantes, como a construtora Alcance, que tem atuado em projetos para entes públicos e privados em diferentes regiões do País nas últimas décadas.
“Do ponto de vista técnico, especialmente na engenharia, tenho convicção de que o curso das ações está ocorrendo da melhor maneira possível. A expectativa é que a nova sede resulte em uma estrutura moderna e funcional, com soluções construtivas alinhadas às premissas de robustez, durabilidade e economicidade de operação e manutenção previstas nos normativos internos da Embrapa e, ao mesmo tempo, conectadas às condições sociais e geográficas do Maranhão. Por ser a primeira Unidade da Embrapa no estado, a obra também carrega um significado institucional especial. A minha expectativa é que se consolide uma base sólida para pesquisa, inovação e presença territorial de longo prazo no Maranhão”.
Para Beatriz Lorentz, supervisora de Engenharia e Arquitetura, a contratação da obra da nova sede representa o encerramento de um ciclo construído com muito empenho e, ao mesmo tempo, o início de uma nova etapa. “Chegar a esse momento exigiu um trabalho coletivo intenso, marcado pela cooperação, pelo diálogo técnico e pelo comprometimento de todos os envolvidos. Esse percurso só foi possível graças ao engajamento da própria UD, que participou ativamente da definição das necessidades e das diretrizes do empreendimento, bem como à parceria com a PJJ, empresa responsável pela elaboração dos projetos de arquitetura e engenharia, cujo papel foi fundamental para transformar demandas institucionais em soluções técnicas consistentes e viáveis”.
Ela destacou, de forma especial, a atuação da arquiteta Francesca Azevedo e do engenheiro Flávio Sousa, profissionais vinculados à Supervisão de Engenharia e Arquitetura da Embrapa, que contribuíram de maneira decisiva para a qualidade dos projetos executados e para a condução segura do processo como um todo. “O trabalho desenvolvido até aqui reflete dedicação, responsabilidade técnica e espírito colaborativo. A expectativa é de que a empresa seja uma parceira fundamental para transformar o projeto em um espaço funcional, seguro e adequado às atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação da Unidade”, completou.
Segundo Deziron Schroder, engenheiro civil da Embrapa Maranhão que vai acompanhar a obra, nessa fase inicial estão sendo feitos os serviços preparatórios, como limpeza do terreno e construção do canteiro de obra. Também está sendo viabilizada a infraestrutura, incluindo ligação de energia e outras providências necessárias à construção.
A construção da sede definitiva da Embrapa Maranhão terá laboratórios com capacidade de determinar carbono e gases de efeito estufa, avaliação de alimentos para nutrição animal e humana, planta piloto para desenvolvimento de novos alimentos, microbiologia para suporte à área de alimentos quando para prospecção de biológicos de interesse agrícola, química vegetal, além de uma estrutura inovadora de living lab para cocriação e desenvolvimento de inovações sociais. Para isso, pesquisadores, analistas, técnicos e assistentes das áreas de produção animal e vegetal, além de engenheiros químicos e de alimentos, microbiologistas, especialistas em avaliação de serviços ecossistêmicos, inovação social, dentre outros estão sendo contratados.
O chefe-adjunto de Administração, Allyson Veras, enfatiza a liderança do colegiado de gestão na negociação com a alta gestão da Embrapa no processo de assegurar o quadro de vagas da Unidade e definição dos perfis a serem contratados no último concurso. Destaca a atuação da equipe de planejamento/contratação da obra e evidencia o trabalho colaborativo do time da Embrapa Maranhão e da Sede, em especial dos engenheiros (incluindo profissionais das UDs) e da equipe do PAC e da Diretoria-Executiva, que priorizaram a construção da Embrapa Maranhão, e da Assessoria Jurídica (AJU), que contribuiu para que o processo se concluísse em tempo hábil.
“Todos se envolveram na materialização desse projeto, que mostrou uma capacidade de mobilização e entrega sem igual. Outro processo denso foi a definição do enxoval da nova Unidade, ou seja, a definição dos equipamentos e implementos agrícolas, que contou com apoio da equipe técnica local e viagens a outras UDs. Ver o início desta obra é testemunhar a transformação de um sonho em realidade. Por muitos anos sonhamos com um espaço que reunisse ciência, inovação e compromisso com o desenvolvimento do Maranhão”.
Fonte: Casa Civil

