A prática é altamente perigosa e oferece riscos não só a todos os condutores, mas principalmente ao próprio ciclista.
Um ciclista foi flagrado pedalando na BR-163, na manhã desta terça-feira (20). A pessoa aparece pedalando atrás de um veículo de grande porte, aparentemente uma carreta. A prática é altamente perigosa e oferece riscos não só a todos os condutores, mas principalmente ao próprio ciclista.
Embora o ciclista apareça com equipamentos de segurança na bicicleta, como uma lanterna traseira, que serve como sinalização, isso não dá aval à pessoa para circular livremente pela rodovia. Conforme apurado pela reportagem, o ciclista percorreu por mais de 5 km na BR-163.
Segundo informações, o ciclista foi visto já em movimento no pontilhão próximo ao Jardim Panorama e seguiu até o Residencial Damha III. Nas imagens, é possível notar que há intenso tráfego de veículos grandes na rodovia.
O que diz a Lei?
Embora não seja tipificado como um crime pegar “vácuo” de veículos de grande porte, a prática é perigosa. De acordo com a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a circulação de ciclistas em rodovias é permitida somente quando não há sinalização de proibição.
Entretanto, CTB (Códio do Trânsito Brasileiro), no art.58, é estabelecido que ‘quando não houver ciclovia, ciclofaixa ou acostamento, ou quando este não puderem ser utilizados, o ciclista deve transitar pela margem da pista, no mesmo sentido dos veículos’.
O órgão afirma que o trânsito de bicicletas em rodovias de pistas simples não é recomendado, visto que o fluxo de veículos em ambos os sentidos a velocidade é maior. Entre os perigos, está o vácuo de o caminhão sugar o ciclista, ou, caso o veículo pare de forma brusca, há chance de causar um sinistro de trânsito. Além disso, o veículo de grande porte não permite que o ciclista tenha ampla visão do trânsito.
O art. 255, do CTB prevê que o ciclista que conduzir a bicicleta de forma agressiva ou em desacordo com as normas de circulação pode ser autuado (infração média com penalidade de multa) e ter a bicicleta removida.
Fonte: Midiamax

