Ministério da Saúde realiza Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela neste sábado (24) na capital paulista

Foto: Marcelo Loli/MS

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participa neste sábado (24) do Dia D de vacinação contra o sarampo e a febre amarela no município de São Paulo. A mobilização, realizada em parceria com a Prefeitura, reforça o bloqueio do sarampo após a confirmação de dois casos importados em 2025, rapidamente controlados pelas ações de vigilância. Para a febre amarela, o foco é ampliar a proteção de pessoas não vacinadas e daquelas que receberam dose fracionada em 2018.

As vacinas estarão disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde da capital, das 8h às 17h, além dos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e pontos estratégicos, que funcionarão das 9h às 16h. A vacina contra o sarampo é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, e a de febre amarela, para indivíduos de 9 meses a 59 anos.

Para ampliar o alcance da ação, o Governo Federal enviou mais de 7,3 milhões de mensagens por WhatsApp. A comunicação é direcionada a maiores de 18 anos residentes em São Paulo e utiliza dados dos sistemas de saúde para orientar pessoas com esquemas vacinais incompletos.

A principal preocupação em relação ao sarampo é a pressão externa para a entrada do vírus, diante de surtos ativos em países vizinhos e principalmente na América do Norte. No Brasil, a resposta coordenada entre o Ministério da Saúde, estados e municípios tem permitido a rápida contenção de possíveis casos. São Paulo foi escolhida para receber a ação por critérios epidemiológicos e pelo intenso fluxo internacional e a presença de grandes aeroportos, fatores que ampliam o risco de casos importados.

Desde dezembro, o Ministério da Saúde e a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo mantêm ações contínuas de vigilância, busca ativa e bloqueio vacinal, com reforço da vacinação nos territórios de maior risco. Em 2025, foram notificados dois casos importados. Até o momento, não houve registro de casos secundários.

No caso da febre amarela, o Ministério da Saúde orienta que quem recebeu dose fracionada em 2018 procure a unidade de saúde para receber a dose padrão atualmente em uso. Para idosos sem comprovante vacinal, a indicação deve ser avaliada individualmente, especialmente em casos de residência ou viagem para áreas com circulação do vírus. O SUS conta hoje com oferta regular de vacinas e estoques garantidos.

Sarampo

O Brasil é reconhecido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) como país livre do sarampo. O certificado foi recuperado em 2024, após cinco anos, e permanece válido, mesmo com a perda desse status pela região das Américas.

Após registrar 80,7% de cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral em 2022, o país avançou de forma consistente, superou 90% nos anos seguintes e alcançou a meta de 95% em 2024. Em 2025, dados preliminares indicam a manutenção desse crescimento. A vacinação é a principal estratégia de prevenção.

Em todo o país, em 2025, foram confirmados 38 casos importados de sarampo no Brasil, todos associados a viagens internacionais ou a áreas com baixa cobertura vacinal. As ações de bloqueio e a intensificação da vigilância, especialmente em áreas de fronteira e nos locais de ocorrência, impediram a circulação do vírus no país.

Diante do aumento de casos em outros países, o Brasil mantém resposta rápida para conter casos importados e evitar a reintrodução da doença.

Febre Amarela

Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Brasil confirmou 122 casos de febre amarela em humanos, com 48 óbitos. São Paulo concentrou 62 casos e 35 mortes. No mesmo período, o estado respondeu por 79 dos 100 registros nacionais da doença em primatas não humanos.

No monitoramento mais recente, não há registro de casos em humanos. Foram identificadas, porém, 39 ocorrências em primatas não humanos, sendo duas em São Paulo e dez em Goiás.

O município de São Paulo enfrentou um surto de febre amarela entre 2017 e 2018, quando cerca de 5 milhões de pessoas receberam a dose fracionada da vacina devido à limitação de estoques. Atualmente, a oferta é regular, e o reforço da vacinação busca garantir proteção duradoura ao longo da vida.

João Vitor Moura

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde