Para o diretor da Agência de Inovação (Aginova), Saulo Moreira, as conquistas reafirmam a vocação da UFMS para transformar conhecimento em soluções de alto impacto.
Dois projetos desenvolvidos na Universidade conquistaram o pódio no programa Supernova, uma iniciativa do Ministério da Educação e do Sebrae que capacitou mais de 3 mil estudantes de todo o Brasil para a criação de negócios inovadores. Macavida, do Time Enactus da UFMS de Nova Andradina, ficou com o 3º lugar na Região Centro-Oeste e Agani, da UFMS de Campo Grande, ficou com o 1º lugar, o que o coloca entre os cinco melhores do país e o premia com a participação em uma missão técnica em um hub de inovação e tecnologia.
Para o diretor da Agência de Inovação (Aginova), Saulo Moreira, as conquistas reafirmam a vocação da UFMS para transformar conhecimento em soluções de alto impacto. “Esses resultados evidenciam a força da formação empreendedora dos nossos estudantes e a capacidade científica da Universidade, conectando ensino, pesquisa e extensão a demandas reais da sociedade e do mercado”, afirma.
Conforme o diretor, no Agani, a UFMS demonstra protagonismo em fotônica aplicada; e no Enactus, traduz propósito social em modelo de negócio. “Ambos materializam o que defendemos institucionalmente: ampliar a participação discente em experiências de inovação, fortalecer parcerias e fomentar a criação de startups e tecnologias com potencial de transferência para o setor produtivo. Parabenizo as equipes e seus orientadores. A Aginova segue à disposição para apoiar a jornada pós-premiação — da proteção intelectual à incubação e à conexão com ecossistemas — para que essas ideias avancem nas próximas etapas e gerem valor para Mato Grosso do Sul e para o Brasil”, finaliza.
Agani
O projeto une demandas reais da prática clínica em Saúde com a expertise do grupo de Óptica e Fotônica, promovendo soluções inovadoras. A equipe multidisciplinar é composta pelos professores do Instituto de Física (Infi) Anderson Caires e Samuel Leite; pelos estudantes do Programa de Pós-Graduação em Ciência dos Materiais Montcharles Pontes e Marcela Maffei; e pelos estudantes de Engenharia Física Rhuan Barbosa e Ulysses Ferreira.
Para Marcela, o resultado obtido no Supernova é fruto de um trabalho em equipe muito bem alinhado e com metas bem definidas. “A grande vantagem de ser um time multidisciplinar, com físicos, engenheiros físicos, além de perfis da área biológica e médica, é que as decisões são aceleradas, há uma aproximação com o desenvolvimento do que o mercado e a saúde realmente precisam”, aponta.
Sobre a conquista, revela a surpresa por conta do volume e nível de inscritos. “Ao mesmo tempo veio um sentimento forte de dever cumprido, porque é um projeto em que estamos nos dedicando há bastante tempo e com muita consistência. Para a equipe, essa conquista é uma validação do trabalho e do caminho que escolhemos. Para a UFMS, tem um significado especial, liderar a classificação no Centro-Oeste mostra que a Universidade também tem formação, competência e capacidade de inovar, inclusive na área de empreendedorismo, indo além do modelo mais ‘convencional’ que muitas vezes é o padrão em grande parte das universidades”, explica.
Sobre o projeto, a pós-graduanda revela avanço de forma satisfatória, estão na fase de finalização do protótipo e a próxima etapa é iniciar a validação do produto. “Gostaria de agradecer o apoio institucional e especialmente o Hub Pantanal Inovação e Modelagem Empreendedora (Pime), que tem sido indispensável para orientar e dar suporte na parte de estruturação, visão de negócio e próximos passos”, finaliza.
Macavida
O projeto foi criado em 2025 por meio do Programa de Capacitação em Empreendedorismo Rural, desenvolvido pelo Time Enactus da UFMS de Nova Andradina, com o propósito de mostrar o poder do Cerrado e seus tesouros. O objetivo é transformar a macaúba em um fruto nativo subutilizado em alimentos nutritivos para o setor de saúde e em fertilizantes orgânicos.
A professora conselheira do time Enactus da UFMS de Nova Andradina, Gislayne Goulart, explica que o Macavida atua sob a lógica da economia circular. Enquanto o fruto coletado das pequenas propriedades é processado para gerar alimentos ricos em nutrientes, os resíduos da produção são convertidos em bioinsumos que retornam ao solo para fortalecer a produção de hortaliças pela agricultura familiar. “É uma cadeia de valor completa: gera renda para o campo, saúde para a população e preservação do bioma Cerrado. Até o momento, já impactamos diretamente agricultoras familiares da Associação das Produtoras do Assentamento Santa Olga (Aproolga) formada por mais de dez mulheres e estamos validando nosso MVP (uma versão simplificada do produto) para alcançar ainda mais comunidades”, destaca.
A equipe do projeto também é multidisciplinar, com 12 integrantes entre estudantes e professores. A atuação é em parceria com associações rurais e especialistas no fruto macaúba.
Para a professora, a colocação no Supernova é um reconhecimento que reforça a importância de uma formação acadêmica que vai além da sala de aula, conectando o conhecimento teórico às demandas reais da sociedade por meio da extensão. “Recebi a notícia com muita satisfação e com a sensação de que estamos no caminho certo. Estar no Top 3 do Centro-Oeste é um marco significativo. Para a equipe, é a validação de que a dedicação aplicada em meses de capacitação e modelagem do negócio Macavida está rendendo frutos sólidos. Para a UFMS, essa conquista contribui para o fortalecimento da cultura de empreendedorismo e inovação no interior do estado, mostrando a viabilidade de desenvolver projetos de bioeconomia que valorizam o Cerrado e geram impacto positivo na comunidade local”, ressalta.
O estudante de Administração, João Lucas Silva, que integra o time há cerca de um ano, revela que participar do Macavida trouxe uma experiência positiva. “O projeto permitiu colocar em prática o que aprendemos na Universidade e, ao mesmo tempo, contribuir com a comunidade. Além disso, trouxe bastante aprendizado em trabalho em equipe e responsabilidade social”, expõe.
Com a colocação no Supernova, o estudante ficou surpreso e feliz. “É uma premiação importante, de alcance nacional e com destaque para a região Centro-Oeste. Isso reforça que o trabalho que realizamos em Nova Andradina está no caminho certo. Sou grato pela premiação e pela existência de editais e programas que incentivam iniciativas como essa, que ajudam no desenvolvimento dos estudantes e dos projetos”, declara.
Em 2025, o projeto Macavida também foi reconhecido como semifinalista do Prêmio Alimentação em Foco 2026, promovido pela Fundação Cargill, conquistou o 3º Lugar do Prêmio Jovem Sucessor Rural, promovido pelo Sistema Famasul/Serviço Nacional de Aprendizagem Rural – MS e ficou entre os top 20 do Prêmio Inspirando Cuidado 2026, promovido pelo Instituto Sabin e Enactus Brasil.
Mais informações em: https://www.ufms.br/projetos-da-ufms-estao-entre-os-melhores-do-pais-no-programa-supernova/
Fonte: Agência de Comunicação Social e Científica (Agecom/UFMS)

