Empresa estima prejuízo de 20 milhões com a falsificação de seus produtos; mercadorias são vendidas na Shoppe e Mercado Livre

produtos falsificados

Consumidores da Maxfem que compraram produtos falsificados relatam que se sentiram mal

A Maxfem, empresa brasileira que atua no segmento de saúde íntima feminina, vem sendo alvo de falsificação. Os criminosos vendem os produtos da marca em marketplace da Shoppe, Mercado Livre, entre outros, há quase dois anos. No Google é possível achar vários anúncios. 

“A empresa foi criada em Janeiro de 2024, no dia 01 de Fevereiro do mesmo ano, relatamos a primeira denúncia ao Mercado Livre”, diz Thiago Braga, sócio da Maxfem. 

De acordo com Anderson Mesquita, CEO e sócio da empresa, devido ao sucesso de um produto, o Imunofem, alguns clientes entraram em contato questionando o preço muito abaixo, além de rótulos e embalagem diferentes. 

Empresa estima prejuízo de 20 milhões com a falsificação de seus produtos; mercadorias são vendidas na Shoppe e Mercado Livre
Consumidora reclama do produto

“Uma cliente entrou em contato reclamando de dores estomacais, e ao pedirmos um lote do produto. Ela mandou a foto do produto falsificado. E em 2025, começaram a falsificar também o nosso Sérum Clareador Íntimo da Maxfem, mais uma vez um produto nossa que viralizou teve esse impacto, devido ao produto ter alavancado junto ao lançamento do Tiktok Shop e chegar a ser o mais vendido da plataforma e líder de categoria por mais de 6 meses”, conta. 

Thiago diz que a Maxfem recebe diariamente reclamações de consumidores que entraram na Shopee ou Mercado Livre e compraram os produtos. “Elas vem com algum tipo de reclamação, seja de dores ou com algum mal-estar, da embalagem diferente, dos ativos diferentes no rótulo. É muito prejudicial à nossa marca”, conta. 

Há dois anos, a marca vem fazendo denúncias na própria plataforma. “Chegou ao ponto de precisarmos entrar judicialmente contra as plataformas para nos proteger, ingressamos com um processo judicial contra o Mercado Livre e a Shopee, mas não parou nessas plataformas, Magazine Luiza, Shein e outros também tiveram produtos da Maxfem falsificados”, destaca Anderon, que afirma que os produtos da Maxfem não são vendidos na Shoppe. 

Anderson relata prejuízo estimado de 20 milhões. Ele diz que o esquema é muito maior do que todos imaginam, e é feito por uma quadrilha qualificada, e funciona da seguinte forma: “Um “mentor” que recruta diversos laranjas que criam MEIs para realizar cadastro na plataforma, ele “ensina” essas pessoas a vender, porém o dinheiro cai para o “mentor” e dá uma pequena participação para os laranjas. Quando o pedido é feito na plataforma, uma base imprime o rótulo e cola em um pote que também falsificam de outras marcas, então o cliente que pode ter alergia a determinado ativo, não sabe nem o que está consumindo. Mas esse modelo se repete no Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina e outros locais no mesmo modelo. Em determinado momento um dos laranjas nos procurou para relatar que havia rompido em uma briga com seu mentor e se queríamos que ele operasse no Mercado Livre pra nós, chegamos a ouvi-lo, exatamente para entender a operação, nunca o colocaríamos dentro da nossa empresa, e o mesmo chegou a relatar que em apenas 1 semana chegou a faturar R$ 500.000,00 somente vendendo Imunofem, em apenas 1 loja. Dito isso, e levando esse números em consideração, além do nosso crescimento no ano de 2025, acreditamos fielmente que nosso prejuízo é de mais de R$ 20.000.000,00”, conclui.

Empresa estima prejuízo de 20 milhões com a falsificação de seus produtos; mercadorias são vendidas na Shoppe e Mercado Livre
Produto falsificado

Fonte: THIAGO MARTINS DE FREITAS