“Quando a gente decidiu fazer o Governo do Brasil na Rua, não era só para trazer as políticas públicas do governo federal e fazer plenárias, mas para poder escutar as demandas dos movimentos sociais, ver a realidade de perto e encaminhar soluções, como aqui no calor de Campo Grande”.
Esta foi a tônica da fala do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República (SGPR), Guilherme Boulos, na reunião com o Fórum de Participação Social do Estado do Mato Grosso do Sul, realizada nesta quinta-feira (5), como parte da programação do Governo do Brasil na Rua em Campo Grande (MS).
Os fóruns, instituídos em todos os estados e Distrito Federal com apoio da SGPR, têm por missão mobilizar e organizar a participação social nas políticas públicas do governo federal e são integrados por movimentos sociais, redes e organizações da sociedade civil.
O ministro enfatizou que a sua chegada à Secretaria-Geral da PR veio com uma orientação clara do presidente Lula. “Que o povo trabalhador e o movimento social desse país tenham acesso ao Palácio do Planalto e às autoridades desse governo a hora que precisar”, afirmou.
Durante a reunião do fórum, foram entregues ao ministro demandas já sistematizadas e outras apresentadas em intervenções dos membros do fórum. De acordo com Boulos, a Secretaria Nacional de Participação Social vai estabelecer um fluxo para dar retorno com prazos para as reinvindicações recebidas.
“Porque é assim que a gente mostra na prática a maneira de tratar com respeito o movimento social. Não é só vindo aqui e fazendo um discurso bonito, mas é ajudando a resolver as pautas, com cuidado e com prioridade. E é isso que nós vamos fazer”, afirmou Boulos, para completar. “Vamos conseguir resolver tudo? Não dá para garantir, temos que ser muito francos. Mas disposição pra trabalhar e avançar o máximo que a gente puder não vai faltar, porque esse é o nosso papel na Secretaria-Geral da Presidência”, afirmou Boulos.
Regularização – Em sua fala, o ministro ressaltou a importância da portaria interministerial que criou o Grupo de Trabalho Técnico (GTT) para Conflitos Fundiários Coletivos Urbanos, publicada no final de janeiro.
Assinada pelos ministérios das Cidades; Gestão e Inovação; Justiça e Segurança Pública; e Secretaria-Geral da Presidência, responsável pela coordenação, a portaria estabelece também a participação de organizações da sociedade civil, movimentos sociais e especialistas, assim como de outros órgãos federais no GTT que tem por objetivo definir, em 90 dias, fluxos para uma atuação articulada do governo federal, visando prevenir e evitar despejos violentos no país.
Na sequência da agenda de compromissos do Governo do Brasil na Rua em Campo Grande, o ministro visitou ainda nesta quinta-feira (5) a ocupação Cidade dos Anjos.
“Sei que tem outras ocupações, mas não vamos conseguir ir em todas hoje. Mas se houver necessidade de visitar, de fazer reunião em Brasília, nós vamos fazer, porque esse é o papel da Secretaria-Geral e o compromisso assumido em publico com vocês aqui hoje”, afirmou Boulos.
O ministro citou ainda exemplos de políticas públicas, criadas pelo governo do presidente Lula, para regularização fundiária. “A demanda é regularização? Tem o programa Periferia Viva. É construção de moradia? Tem o programa Minha Casa Minha Vida”, lembrou o titular da Secretaria-Geral da Presidência da República.
Fonte: Secretaria-Geral

