Preso em regime fechado desde 22 de novembro de 2025, Jair Bolsonaro (PL) continua ativo na política e dispara, da Papudinha, ordens sobre a montagem de chapas da direita ao Senado.
Aliados que visitam o ex-presidente transmitem os recados políticos. Segundo o UOL, parlamentares do PL afirmam que Bolsonaro acompanha a montagem das chapas e discute estratégias da direita para as eleições.
Ontem, Carlos Bolsonaro (PL) disse que o pai prepara uma lista de candidatos. A relação de indicados conterá nomes ao Senado, aos governos estaduais e a outros cargos.
Com as definições se aproximando, políticos vão ao Complexo da Papuda para participar das negociações. Na última semana, o ex-presidente esteve com os senadores Bruno Bonetti (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ) e os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sanderson (PL-RS), esse último pré-candidato ao Senado.
Ainda segundo o UOL, Nikolas Ferreira disse ter tratado do cenário eleitoral em Minas Gerais. Segundo o deputado, ambos conversaram sobre possíveis candidaturas ao governo e ao Senado no estado.
Ele evitou citar nomes, sob o argumento de adotar cautela na articulação, porque o “outro lado” ainda não definiu seus candidatos por reconhecer a importância de MG nas eleições nacionais.
Sem contato com Valdemar
Preso, Bolsonaro não pode conversar com Valdemar Costa Neto, presidente do PL. O cacique do partido pediu para visitar o ex-presidente, mas foi proibido pelo ministro Alexandre de Moraes, sob a justificativa de que Valdemar é investigado no mesmo processo da trama golpista que levou Bolsonaro para a cadeia.
Desta forma, o presidente do PL e seu principal cabo eleitoral não podem conversar. A mesma situação ocorreu na eleição municipal, quando interlocutores foram escalados — na ocasião, o ex-presidente não estava preso. Ainda assim, o partido planejava fazer mil prefeituras e não conseguiu
O bolsonarismo e o Senado
Clã bolsonarista planeja eleger 40 senadores — quando incluídos os candidatos do centrão que fecharem aliança com o ex-presidente. O número representa quase a metade das 81 vagas no Senado.
O passo seguinte seria emparedar o STF. Os senadores da direita ou centro teriam, dessa forma, condições de eleger o presidente de Casa, e um processo de impeachment de ministro do Supremo se tornaria viável.
Bolsonaro vai usar seu prestígio pessoal com a militância na busca por esse objetivo. O número 222 será reservado a candidatos alinhados ao ex-presidente, e a campanha destacará a defesa de pautas conservadoras e a intenção de confrontar o STF.
Fonte: Mdiamax

