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quarta-feira, 29 de abril, 2026

Ecoforte fortalece redes da agroecologia e amplia produção sustentável no Semiárido com assinatura de projetos na Bahia

O município de Uauá, no norte da Bahia, sediou, nesta terça-feira (29), o lançamento oficial de projetos aprovados no âmbito do Programa Ecoforte. A solenidade ocorreu no auditório do Centro Territorial de Educação Profissional do Sertão do São Francisco II – Antônio Conselheiro (CETEP) e contou com a participação de cerca de 150 pessoas, entre agricultores e agricultoras, representantes de organizações sociais, gestores públicos e parceiros institucionais.

Durante o evento, foram realizadas quatro assinaturas de projetos apoiados pelo Programa Ecoforte, voltados ao fortalecimento da agroecologia e das redes territoriais no Semiárido baiano. Foram formalizados os projetos de Estruturação e Fortalecimento da Rede Central da Caatinga no Semiárido Baiano, proposto pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA); Fortalecimento e Estruturação de Rede: COOPERCUC, proposto pela Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (COOPERCUC); Estruturação e Fortalecimento da Rede de Agroecologia do Baixo Sul e Vale do Jiquiriçá, proposto pelo Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP); e Estruturação e Fortalecimento da Rede Araripe, executado pela ONG Caatinga.

Para a secretária-executiva da Comissão Nacional de Agroecologia e Produção Orgânica (CNAPO), Patrícia Tavares, o momento reforça a importância da política pública para os territórios. “Destaca-se o papel do programa na transformação dos sistemas alimentares, com impactos que vão da produção ao consumo, além do fortalecimento das organizações sociais. Também se evidencia a capacidade do Ecoforte de articular, integrar e impulsionar políticas públicas nos territórios”, afirma.

Presente no evento, a presidente da Central da Caatinga, Gisele Maria, destacou a relevância da iniciativa para os territórios. “O Programa Ecoforte nasce para fortalecer as redes territoriais. A Central da Caatinga é um exemplo, pois articula diversas organizações para garantir a produção e a comercialização de alimentos. Não precisamos moldar as comunidades ao projeto; o programa propõe a adequação das ações às demandas das comunidades”, afirma.

Fortalecimento das redes e desenvolvimento sustentável

Além do lançamento e das assinaturas, a solenidade deu visibilidade à retomada do Programa Ecoforte no território e reforçou a importância das parcerias institucionais na construção de estratégias voltadas ao desenvolvimento rural sustentável. As iniciativas dialogam com a valorização da Caatinga, o manejo responsável dos bens naturais e o fortalecimento das organizações sociais.

O Diretor da Mesa de Diálogos da Secretária Nacional de Diálogos Sociais e Articulação de Políticas Públicas da Secretaria-Geral da Presidência da República (SNDS/SG/PR), Marcelo Fragozo, destaca: “O Ecoforte apresenta aprendizados importantes ao articular participação social, escuta, controle social e cooperação entre diferentes áreas do governo, contribuindo para enfrentar desafios complexos da sociedade”.

No território, a integração entre políticas públicas e organizações sociais é apontada como um dos principais diferenciais do programa. “Não estamos lançando apenas projetos; reafirmamos um projeto de sociedade. O Estado atua no território com a oferta de diversas políticas públicas, e o Ecoforte integra e promove a articulação entre elas”, afirma Clerison Belém do IRPAA.

Com base na agroecologia e nos princípios da convivência com o Semiárido, os projetos articulam produção, organização social e uso sustentável dos recursos naturais. As ações contribuem para a geração de renda, o fortalecimento da agricultura familiar e a consolidação do Semiárido como território de vida, trabalho e permanência, além de promover a manutenção da Caatinga em pé.

Fonte: Secretaria-Geral