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quinta-feira, 30 de abril, 2026

Desemprego sobe em março e atinge 6,6 milhões de trabalhadores brasileiros

Apesar da alta, o índice foi o menor para o período na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.

A taxa de desemprego no Brasil subiu para 6,1% no trimestre encerrado em março. Apesar da alta, o índice foi o menor para o período na série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua, divulgada nesta quinta-feira (30) pelo IBGE (Instituo Brasileiro de Geográfuia Estatistica).

A pesquisa mostra que 6,6 milhões de brasileiros em idade ativa não trabalhavam naquele trimestre. O aumento se deu pela perda de vagas nos segmentos do comércio, administração pública e serviços domésticos, segundo o IBGE.

A PNAD Contínua é a principal pesquisa sobre a força de trabalho do Brasil. Sua amostra abrange 211 mil domicílios, espalhados por 3.500 municípios, que são visitados a cada trimestre. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham nessa pesquisa, integrados às mais de 500 agências do IBGE em todo o país.

Para efeito de comparação, no trimestre de outubro a dezembro de 2025, a taxa de desemprego no país estava em 5,1%. Vale ressaltar que, desde o trimestre encerrado em maio de 2025, o indicador não superava os 6%.

Em relação à população ocupada (102 milhões de pessoas), o Brasil teve uma queda de 0,7% no trimestre encerrado em março: o equivalente a 1 milhão de pessoas fora do mercado de trabalho. Contudo, mais de 1,5 milhão (1,5%) conseguiram emprego no período.

Na pesquisa, o IBGE também destacou que, no trimestre em questão, houve redução considerável nas vagas de trabalho, sem aumento no número de pessoas ocupadas em nenhum dos dez grupamentos de atividade.

Juntos, o comércio, administração pública e serviços domésticos perderam mais de 870 mil postos de trabalho, ainda na comparação trimestral.

Renda média

Os brasileiros empregados receberam, em média, R$ 3.722 por mês, e a massa de rendimento real habitual atingiu R$ 374,8 bilhões. Esse indicador se refere à soma dos rendimentos brutos geralmente recebidos por todas as pessoas ocupadas em todos os trabalhos que tinham na semana de referência para o levantamento.

No caso do primeiro índice, houve crescimento de 5,5%, enquanto o segundo aumentou 7,1% (R$24,8 bilhões) no ano.

Além disso, houve aumento de salários nas áreas do comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (3,0%, ou mais R$ 86) e administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais (2,5%, ou mais R$ 127). Os demais grupos não apresentaram variação significativa.

Fonte: R7