O sucesso surpreendeu a adolescente, que começou a cantar ainda criança, mas descobriu na internet uma vitrine para seu sonho
Inspirada por grandes nomes como Ana Castela e Marília Mendonça, a jovem indígena Gessiane Almeida, de apenas 17 anos, tem mostrado que talento e persistência podem levar a aldeia para o mundo. Moradora da Aldeia Limão Verde, em Amambai, a menina da etnia guarani kaiowá tem conquistado espaço nas redes sociais compartilhando vídeos cantando músicas sertanejas.
Recentemente, um vídeo postado por Gessiane interpretando a canção “Mercedita”, ultrapassou 500 mil visualizações e ampliou sua visibilidade na internet. O sucesso surpreendeu a adolescente, que começou a cantar ainda criança, mas descobriu na internet uma vitrine para seu sonho.
“Meu sonho na música é ser reconhecida, conquistar o Brasil e o mundo. Quero chegar aos maiores palcos e realizar também os sonhos dos meus pais”, afirma.

A trajetória da jovem começou de forma simples, incentivada por professores, familiares e festivais escolares. Foi ainda durante a infância, em apresentações promovidas pela Apae, que ela perdeu a timidez e começou a acreditar na capacidade artística.
Desde então, Gessiane passou a investir mais na música, a estudar e a focar no sertanejo, estilo que mais combina com sua identidade.
Apesar do crescimento nas redes, a caminhada não tem sido livre de preconceitos. Por ser indígena e adotar o estilo sertanejo com chapéu, botas e roupas de boiadeira, ela diz que enfrenta críticas constantes.
“Eu vejo as críticas, mas não coloco no coração. Quanto mais críticas, mais forte eu levanto”, destaca.
Determinada, Gessiane reforça que sua origem indígena não limita seus sonhos, mas fortalece sua missão de representar seu povo e abrir caminhos para outros jovens artistas das aldeias.
“Eu me sinto representante do meu povo. Quero mostrar que artistas indígenas também podem ter visibilidade, conquistar espaço e inspirar outras meninas e meninos”, pontua.
Agora, a adolescente pensa em seguir na carreira e investir em gravações de clipes e apresentações. “Quero ser uma cantora profissional, levar minha cultura da aldeia para os palcos e para o mundo”, finaliza.
Fonte: Campograndenews

