O presidente da Casa, Hugo Motta, confirmou a votação e sinalizou esforço concentrado para concluir a tramitação até o dia 27.
A Câmara dos Deputados vota nesta semana a PEC que extingue a escala 6×1, uma das mudanças trabalhistas mais aguardadas dos últimos anos. O presidente da Casa, Hugo Motta, confirmou a votação e sinalizou esforço concentrado para concluir a tramitação até o dia 27. O debate, porém, ainda carece de uma perspectiva que vá além da disputa política: o impacto real na vida de trabalhadores e empresas.
Para falar sobre esse tema com profundidade técnica e olhar humano, a advogada trabalhista Claudia Securato está disponível como fonte.
Claudia defende que a PEC representa muito mais do que uma mudança de escala, é uma resposta estrutural a uma crise silenciosa de saúde, produtividade e justiça social no trabalho. Entre os pontos que ela pode desenvolver:
- Saúde mental e NR-1: a jornada excessiva alimenta burnout, fadiga crônica e afastamentos — e a nova norma regulamentadora já obriga empresas a mapear esses riscos
- O mercado já mudou: muitas empresas operam há anos com 40 horas semanais e modelos flexíveis; a lei pode estar apenas formalizando uma transformação que o mercado já fez
- Pequenas empresas em alerta: enquanto grandes corporações conseguem reorganizar escalas, os pequenos negócios enfrentam desafio real de custo operacional e reposição de mão de obra
- Risco de judicialização: sem regras claras de transição — ponto ainda indefinido segundo o próprio Hugo Motta — cresce o risco de disputas sobre horas extras, compensações e negociações coletivas
- Transição gradual como caminho: implementação por setores e via negociação coletiva pode evitar impactos desiguais entre diferentes atividades
Claudia Securato alia expertise jurídica a uma leitura ampla do tema, capaz de conectar o texto da lei à realidade de quem acorda cedo todo dia para trabalhar.
Fonte: Andreza Oliveira

