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segunda-feira, 1 de junho, 2026

Junção entre Brasil e Paraguai na Ponte da Bioceânica deve ocorrer em junho

Cronograma foi alterado e etapa vai unir os dois lados da estrutura ainda neste mês.

Deve ocorrer neste mês de junho a junção entre o lado brasileiro e o paraguaio na Ponte da Bioceânica, entre Porto Murtinho, no Brasil, e Carmelo Peralta, no Paraguai. O cronograma do chamado beijo das aduelas, etapa que marca o encontro dos dois lados da estrutura, inicialmente previsto para maio, foi readequado em razão de fatores técnicos e novas avaliações da obra.

Atualmente, o vão que separa Brasil e Paraguai na ponte é de aproximadamente 20 metros. Os trabalhos seguem concentrados nos acessos e nas rampas em ambos os lados da estrutura. Pelo lado paraguaio, os serviços estão em estágio avançado.

A construção da Ponte da Bioceânica entre Carmelo Peralta e Porto Murtinho está sendo executada pelo MOPC (Ministério de Obras Públicas e Comunicações) do Paraguai, com investimento de US$ 100 milhões da administração paraguaia da Itaipu Binacional. A obra foi iniciada em janeiro de 2022 e já superou 90% de execução.

Junção entre Brasil e Paraguai na Ponte da Bioceânica deve ocorrer em junho
Os dois lados da estrutura devem ser unidos neste mês de junho (Foto: Toninho Ruiz)… veja mais em https://www.campograndenews.com.br/brasil/cidades/juncao-entre-brasil-e-paraguai-na-ponte-da-bioceanica-deve-ocorrer-em-junho

Além da construção da ponte, o governo paraguaio também implanta um acesso pavimentado de 3,8 quilômetros, que vai conectar a estrutura à PY-15, uma das rodovias que integram o traçado da Rota Bioceânica.

Conforme o MOPC, as obras começaram em outubro de 2025, também com financiamento da Itaipu no lado paraguaio, com investimento de US$ 20 milhões e prazo de 12 meses para conclusão, previsto para outubro deste ano. Entre as intervenções já executadas estão a limpeza da área e a instalação de cercas na faixa de domínio.

Em contrapartida, as obras do acesso brasileiro começaram apenas em setembro de 2024. Segundo o DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), com investimento de aproximadamente R$ 500 milhões, a obra prevê a implantação de um trecho de 13,1 quilômetros de rodovia que vai ligar a BR-267 à Ponte da Bioceânica.

O Brasil estima entregar somente em dezembro de 2027 o acesso rodoviário à estrutura internacional e o Centro Unificado de Fronteira Brasil–Paraguai no lado sul-mato-grossense. Desse modo, o cronograma informado pelo DNIT evidencia um descompasso superior a um ano entre a conclusão da ponte e da estrutura brasileira necessária para conexão com a Rota Bioceânica.

O departamento informa que já foram executados o canteiro de obras, instalações industriais como central de concretagem e pátio de concretagem e protensão de vigas, limpeza da faixa de domínio ao longo do trecho, implantação de cercas de limite da faixa de domínio e cercas condutoras de fauna.

Conforme o DNIT, o projeto prevê ainda a construção de um viaduto na BR-267, atualmente na etapa de execução da infraestrutura com estacas e blocos, além de seis pontes. Duas delas, uma sobre o Rio Amonguijá e outra sobre uma vazante, já foram concluídas.

Junção entre Brasil e Paraguai na Ponte da Bioceânica deve ocorrer em junho
Obras do acesso no lado brasileiro da Ponte da Bioceânica (Foto: Toninho Ruiz)

O departamento explica que também prevê a construção de um Centro Aduaneiro Integrado entre Brasil e Paraguai, nos moldes do que já existe na fronteira entre São Borja (RS) e Santo Tomé.

A construção da Ponte da Bioceânica é uma das obras fundamentais para viabilizar o Corredor Bioceânico, também chamado de RILA (Rota de Integração Latino-Americana) ou Corredor Rodoviário de Capricórnio.

A rota terá mais de 3,2 mil quilômetros, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico por meio de Brasil, Paraguai, Argentina e Chile.

Porto Murtinho será a porta de entrada da rota no Brasil. A expectativa dos quatro países é transformar o corredor em uma grande via de escoamento de produtos e circulação de mercadorias entre a América do Sul e os mercados asiáticos, com potencial de reduzir em até 30% os custos logísticos e em até 15 dias o tempo de transporte em relação às rotas marítimas tradicionais, como a do Canal do Panamá.

Fonte: Campograndenews *Com informações de Toninho Ruiz, de Porto Murtinho.