A retomada das obras de construção da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III), da Petrobras, em Três Lagoas (MS), responderá a uma demanda histórica do setor agropecuário brasileiro para reduzir a dependência de fertilizantes importados. É um passo estratégico conduzido pelo Governo do Brasil que oportunizará o agronegócio, diminuindo os custos da produção, e permitirá que os alimentos cheguem mais baratos à mesa das famílias brasileiras. A fábrica prevê investimentos de R$ 5 bilhões, oriundos da Petrobras, deve gerar 8 mil postos de trabalho e tem previsão de inauguração em 2029, após 12 anos de paralisação.
A ministra da Casa Civil, Miriam Belchior, participou, nesta quinta-feira (25), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da cerimônia de anúncio da retomada do empreendimento, quando enfatizou a importância da unidade para o país e o conjunto de investimentos que, assim como a UFN-III, está na carteira do Novo PAC.
“O Novo PAC projeta a grande infraestrutura nacional, com obras como esta da UFN-III, que é importantíssima para o Brasil, mas também lida com a infraestrutura das cidades. Só aqui em Três Lagoas, o Novo PAC tem investimentos de R$ 860 milhões”, assinalou a ministra, responsável pela coordenação do programa, ao explicar que esses recursos estão além dos R$ 5 bilhões que serão investidos na finalização da fábrica da Petrobras.
Com cerca de 140 mil habitantes, o município recebeu obras do Novo PAC em diferentes frentes. A ministra explicou que há recursos do programa investidos na obra do contorno rodoviário, que está com 50% de execução; na construção de uma nova policlínica, “muito importante para o investimento em saúde”; recursos para a realização da macrodrenagem do Córrego da Onça, que visa evitar alagamentos; e também recursos para a construção de 2.400 unidades habitacionais do Minha Casa, Minha Vida.
Miriam Belchior reiterou que o Novo PAC serve para ampliar o investimento na infraestrutura do país. “Isso é importante porque gera emprego, gera crescimento, é bom para todo mundo, reúne o setor público, reúne o setor privado e as nossas estatais.”
UFN-III
Para o presidente Lula, ao oficializar a retomada da UFN-III, o Brasil traça um novo caminho para sua soberania. “Em um país que é o segundo maior produtor de alimentos do mundo, é uma irresponsabilidade deixar uma fábrica desta parada. Um país jamais será soberano se não for dono das coisas que produz. E podem ficar certos: este país vai construir sua soberania sendo independente da importação de fertilizantes de outros países”, defendeu o presidente.
A localização da fábrica, próxima dos maiores mercados consumidores de fertilizantes – os estados de Mato Grosso, Goiás, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul, onde a unidade está sendo instalada – , foi classificada pela presidente da Petrobras, Magda Chambriard, como oportuna. “Essa unidade terá capacidade de produzir 3.600 toneladas de ureia granulada e mais 2.200 toneladas de amônia por dia. Isso é emprego na veia, é fertilizante para toda essa região, que concentra 40% da demanda brasileira de ureia.”
Nos últimos anos, o Brasil importou mais de 85% dos fertilizantes utilizados no campo. Com a retomada de unidades fabris da Petrobras em Sergipe, Bahia, Paraná e, agora, em Mato Grosso do Sul, a estatal projeta atender cerca de 35% do mercado nacional de ureia até 2029. Contudo, a presidente Magda pediu rapidez na implantação da unidade e celeridade na produção total para ampliar mais rapidamente esse percentual, chegando ao desafio de atingir 70%, “com disciplina de capital e desenvolvimento para o país”.
Fonte: Casa Civil

