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sábado, 4 de julho, 2026

Familiares e amigos se despedem de Henrique, piloto vítima de acidente aéreo

Dezenas de pessoas compareceram ao velório, que começou por volta da meia-noite. Muito abalados, os familiares preferiram não conceder entrevistas.

Na manhã deste sábado (4), amigos e familiares se despedem do piloto Henrique Martin de Carvalho, uma das vítimas da queda de uma aeronave bimotor na região do Aero Rural, em Campo Grande, na sexta-feira (3). Henrique era apaixonado pela profissão e demonstrava esse amor em publicações nas redes sociais.

Dezenas de pessoas compareceram ao velório, que começou por volta da meia-noite. Muito abalados, os familiares preferiram não conceder entrevistas.

Uma amiga da família, que preferiu não se identificar, acompanhou os primeiros passos de Henrique no mundo da aviação. Ainda em choque com a morte repentina do piloto, lamentou o acidente.

“Vou levar isso comigo e reforçar em sala de aula para que um exemplo como esse não se repita. O item mais relevante, neste caso, seria a meteorologia, mas quem vai definir as causas é a investigação. Tenho um filho piloto e outro comissário, então, sinto a dor dessa família”, afirmou.

Anteriormente, um amigo de Henrique, também muito abalado, relatou que o piloto era extremamente dedicado aos estudos e à profissão.

“Ele tinha todas as habilitações, e eu sempre o via estudando no hangar para ingressar em uma companhia aérea”, comentou.

Henrique deixa a esposa e uma filha de seis anos. O sepultamento será realizado neste sábado (4), às 10h, em Campo Grande.

Lydia Theresia Möcklinghoff, jornalista e pesquisadora

Além do piloto, a jornalista e pesquisadora Lydia Theresia Möcklinghoff também morreu no acidente aéreo.

Na quinta-feira (2), ela publicou em uma rede social um vídeo gravado da janela de um avião durante a decolagem do Rio de Janeiro. Na legenda, escreveu: “Visão casual pela janela de um avião ao sair do Rio”.

A pesquisadora mantinha um podcast sobre a vida selvagem e costumava compartilhar registros de expedições ao Pantanal. Ela esteve na região, inclusive, em 2024.

Em 2018, Lydia publicou que realizava um estudo com armadilhas fotográficas para monitoramento de papa-formigas no Pantanal.

“Trabalhar com armadilhas fotográficas é sempre como uma caça ao tesouro — nunca se sabe o que vai encontrar quando recolhe o cartão SD depois de alguns dias”, escreveu a pesquisadora alemã.