Secretaria Municipal de Saúde já está vacinando animais e, neste sábado, campanha chega ao Assentamento Dorcelina Folador
A Prefeitura de Ponta Porã, por meio da Secretaria Municipal de Saúde e da Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ), antecipou a vacinação antirrábica de cães e gatos no município. A medida tem caráter preventivo e busca evitar a disseminação da doença no território municipal.
Nesta quarta-feira, dia 29, a campanha disponibilizou doses da vacina para cães e gatos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, a antecipação foi definida após a confirmação de casos de raiva no município.
“Em decorrência da confirmação de casos de raiva no município, a Unidade de Vigilância de Zoonoses (UVZ) decidiu antecipar a vacinação e iniciar a aplicação das doses disponíveis. A vacinação teve início na sede da UVZ, no bairro São Vicente de Paula, que atende a comunidade de segunda a sexta-feira, das 7h às 11h e das 13h às 17h”, informou a Secretaria Municipal de Saúde.

Neste sábado, a campanha de vacinação antirrábica será realizada no Assentamento Dorcelina Folador, localidade onde foram registrados casos positivos da doença. O atendimento acontecerá das 8h às 13h, na Unidade Básica de Saúde (UBS) da comunidade.
Poderão ser vacinados cães e gatos com idade superior a três meses e que estejam saudáveis. A orientação é que os tutores levem seus animais para receber a dose. “Quem protege seu pet, protege a família.”
TRABALHO PREVENTIVO
O trabalho desenvolvido pelos técnicos e agentes da Unidade de Vigilância de Zoonoses, vinculada à Secretaria Municipal de Saúde, foi fundamental para a identificação precoce dos casos e para a adoção imediata de medidas preventivas, incluindo a antecipação da campanha de vacinação antirrábica.
A atuação da UVZ contribui para interromper possíveis cadeias de transmissão, reduzir os riscos de disseminação da doença e evitar a ocorrência de um surto em Ponta Porã.
Em nível nacional, dados do Ministério da Saúde apontam que, entre 2010 e 2026, o Brasil registrou 54 casos de raiva humana. O país está há uma década sem registros de transmissão por cães relacionada às variantes urbanas clássicas do vírus.
Atualmente, os principais transmissores da doença são os morcegos e os primatas não humanos, como os saguis. Proporcionalmente, a maior incidência de casos concentra-se nas regiões Norte e Nordeste, com destaque para estados como Pará, Ceará, Bahia, Pernambuco e Maranhão.
Fonte: Edilson José Alves

