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terça-feira, 18 de agosto, 2026

Nova lei que inclui educação para a cidadania no currículo reforça importância de ensinar valores desde a primeira infância

Especialista explica como pequenas atitudes na infância ajudam a formar cidadãos conscientes e participativos

A sanção da lei que inclui a educação para a cidadania e a educação política no currículo obrigatório da educação básica reforça a importância de formar cidadãos conscientes desde cedo.  Segundo especialistas, esse aprendizado começa muito antes de a criança compreender conceitos relacionados à vida em sociedade: nasce nas experiências cotidianas, nas relações de respeito, empatia, responsabilidade e convivência construídas desde os primeiros anos de vida.

Segundo a  supervisora pedagógica da Rede Fadelito de Educação Infantil, Andreia Dichelli, a cidadania começa nas pequenas atitudes do dia a dia. Ela aparece quando a criança aprende a respeitar o outro, compartilhar, cuidar das pessoas e do ambiente e perceber que suas escolhas têm impacto na vida de quem está ao seu redor.

Para a educadora, é justamente na primeira infância que são construídas as bases para a convivência em sociedade. “A cidadania não se aprende apenas em conteúdos teóricos; ela é vivida diariamente nas relações, nas brincadeiras e nas escolhas que a criança faz, sempre mediada por adultos que acolhem, orientam e dão bons exemplos”, afirma Andreia.

Na Rede Fadelito, esse aprendizado acontece por meio de projetos como o Cidadania e Empatia e o Projeto Transformar, que estimulam valores como ética, respeito às diferenças, cidadania ativa, impacto social e responsabilidade coletiva. A proposta é fazer com que as crianças compreendam, desde cedo, que pequenos gestos podem gerar transformações positivas na vida das pessoas.

Entre as experiências desenvolvidas está a campanha de doação de brinquedos. As crianças escolhem um brinquedo em bom estado, escrevem e ilustram uma cartinha para quem irá recebê-lo e refletem sobre o significado daquele gesto.

“Quando elas entendem que podem fazer outra criança feliz, muitas passam a querer doar mais brinquedos ou escrever novas cartas espontaneamente. Isso mostra que a empatia pode ser aprendida e cultivada desde muito cedo”, aponta a supervisora pedagógica.

Além disso, a especialista ressalta que atitudes aparentemente simples fazem toda a diferença na construção da cidadania. Esperar a vez, guardar os materiais depois de utilizá-los, ouvir a opinião dos colegas, pedir desculpas quando necessário, cuidar dos espaços comuns e ajudar quem precisa são experiências que desenvolvem respeito, cooperação, responsabilidade e senso de pertencimento. 

Outro aspecto fundamental, segundo a pedagoga, é a parceria entre família e escola: “O aprendizado acontece muito mais pelo exemplo do que pelo discurso. Quando os adultos vivem diariamente valores como respeito, diálogo, responsabilidade e solidariedade,  a criança compreende que essas atitudes fazem parte da vida em sociedade e passa a incorporá-las naturalmente”, enfatiza Andreia.

A especialista acrescenta que a primeira infância é um período decisivo para a formação de valores, pois corresponde a uma etapa de intenso desenvolvimento cerebral e de formação das habilidades socioemocionais. Até aproximadamente os seis anos de idade, período em que as chamadas “janelas de aprendizagem” são especialmente favoráveis, as experiências vividas pela criança contribuem para a formação da personalidade, da maneira como ela se relaciona com o mundo e dos valores que acompanharão o indivíduo ao longo da vida. 

“Não falamos de política para crianças pequenas. Falamos de convivência, respeito, escuta, cooperação, responsabilidade e cuidado com o outro. É assim que formamos cidadãos conscientes desde os primeiros anos de vida”, explica Andréia.

A inclusão da educação para a cidadania no currículo escolar amplia o olhar sobre o papel da escola na formação das novas gerações. “Na Educação Infantil, esse processo começa antes dos conceitos formais: está nas relações, nas experiências compartilhadas e nas pequenas escolhas do cotidiano que ajudam a criança a entender seu papel no mundo e na comunidade em que vive”, explica a especialista.

“A proposta não é apenas preparar as crianças para o futuro, mas incentivar, desde cedo, atitudes de respeito às diferenças e convivência responsável, assim, formando adultos mais conscientes e comprometidos com o coletivo.”

Sobre o Fadelito: Fundada há 27 anos, o Fadelito é uma rede pioneira dedicada exclusivamente à Educação Infantil. Com 36 unidades distribuídas na capital paulista, Grande São Paulo e interior do Estado de São Paulo, a rede já contribuiu para a formação de mais de 35 mil crianças ao longo de sua trajetória e conta atualmente com cerca de 1.600 colaboradores.

Especializada no atendimento de crianças de 4 meses a 6 anos, o Fadelito possui uma metodologia própria, desenvolvida por um comitê pedagógico multidisciplinar e continuamente aprimorada a partir de estudos e novas descobertas da Educação Infantil. Entre seus programas exclusivos está o Baby Learning, projeto multidisciplinar de desenvolvimento para bebês, desenvolvido por uma equipe de especialistas nas áreas de Pediatria, Fisioterapia e Pedagogia. Elaborado exclusivamente para crianças do berçário, o programa respeita cada fase do desenvolvimento infantil, oferecendo experiências planejadas para estimular, de forma integrada, os aspectos motores e cognitivos de cada criança.

A metodologia também é enriquecida por experiências que integram o currículo, como inglês, tecnologia, judô, balé e mindfulness, ampliando as oportunidades de aprendizagem e tornando o ambiente escolar um espaço de descobertas, acolhimento e desenvolvimento.

Ao longo de sua trajetória, o Fadelito consolidou uma atuação pautada pela valorização da infância, pelo acompanhamento próximo das famílias e pelo compromisso com uma Educação Infantil de qualidade, tornando-se uma das principais redes especializadas no segmento no país.

 Fonte: Caroline Fakhouri – Key Press