20 C
Ponta Porã
terça-feira, 15 de setembro, 2026

No Dia Mundial da Segurança do Paciente, Humap-UFMS reforça importância do cuidado, profissionalismo e atenção com pacientes

A data busca alertar sobre os riscos na assistência a pacientes ao longo de toda a jornada hospitalar

Comemorado em 17 de setembro, o Dia Mundial da Segurança do Paciente foi estabelecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A data busca alertar sobre os riscos na assistência a pacientes ao longo de toda a jornada hospitalar.

O oferecer um atendimento seguro ao paciente, significa prestar um cuidado que reduza os riscos desnecessários à saúde, com processos organizados, profissionais capacitados e participação ativa do paciente e de seus familiares. “Na prática, isso envolve garantir que o paciente correto receba o cuidado correto, no momento adequado, com informações claras e medidas de prevenção de riscos. Antes, durante e depois de uma cirurgia, essa segurança se traduz em ações como a confirmação da identidade do paciente, do procedimento e do local cirúrgico; a comunicação entre as equipes; a administração segura de medicamentos; a prevenção de infecções, quedas e lesões por pressão; e o acompanhamento da recuperação”,  reforça Gabriela Rodrigues Alves, Chefe da Unidade de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS), integrante da HU Brasil.

É importante frisar que pacientes com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), como doenças cardiovasculares, doenças respiratórias crônicas e diabetes mellitus, requerem atenção redobrada durante a assistência hospitalar, pois essas condições podem aumentar o risco de complicações e comprometer a recuperação da saúde. “Por isso, a avaliação individualizada, o acompanhamento clínico e a adoção de medidas preventivas são fundamentais para garantir um cuidado seguro e favorecer uma recuperação adequada”, reforça Gabriela.

A Política Nacional de Qualidade e Segurança do Paciente foi instituída pela Portaria GM/MS nº 11.527, de 9 de junho de 2026. Ela estabelece diretrizes para promover um cuidado seguro, de qualidade e centrado na pessoa em todos os níveis de atenção do SUS. “Aqui no Humap, essas diretrizes se traduzem em ações de gestão de riscos, prevenção de incidentes, fortalecimento dos protocolos assistenciais, capacitação das equipes e monitoramento de indicadores, com o objetivo de reduzir danos evitáveis e melhorar continuamente a assistência”, complementa a profissional.

Os hospitais atuam para prevenir variados riscos relacionados à assistência, desde as condições clínicas do paciente, passando por processos de trabalho, comunicação entre os profissionais, condição de equipamentos e o ambiente assistencial.

Entre os principais riscos acompanhados pelas ações de segurança do paciente estão:

  • Falhas na identificação do paciente e na comunicação entre profissionais;
  • Erros na prescrição, no preparo, na administração e no monitoramento de medicamentos;
  • Incidentes relacionados a procedimentos cirúrgicos, incluindo falhas de identificação, de comunicação ou de conferência;
  • Infecções relacionadas à assistência à saúde;
  • Quedas e lesões por pressão;
  • Riscos associados ao uso de equipamentos, dispositivos e materiais médico-hospitalares;
  • Falhas na transferência de informações entre setores e na continuidade do cuidado.

O Humap-UFMS/HU Brasil conta com um Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), responsável por promover e apoiar a implementação de ações voltadas à segurança do paciente nos serviços de saúde. Entre suas atribuições estão a implantação dos protocolos de segurança, o monitoramento dos incidentes, a promoção da gestão de riscos e o desenvolvimento de ações para melhoria da qualidade da assistência. Ainda de acordo Gabriela Alves, na instituição o NSP é composto pelos profissionais da Unidade de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente, que atuam de forma articulada com as unidades assistenciais e as áreas de apoio: “O trabalho envolve acompanhar os riscos identificados, apoiar a análise de incidentes, discutir oportunidades de melhoria e acompanhar a implementação de ações corretivas e preventivas. Essa atuação é multiprofissional e depende da participação de diferentes setores. A segurança não é responsabilidade exclusiva de um núcleo ou de uma categoria profissional: é um compromisso institucional compartilhado”.

Buscando otimizar processos, os incidentes e quase-incidentes, também chamados de near miss, são identificados e registrados. “Identificamos por meio de notificações dos profissionais no Vigihosp, registros assistenciais, comunicações das unidades, auditorias, visitas técnicas e monitoramento dos indicadores. O mesmo acontece com os near miss. Situações que poderiam ter causado danos, mas foram interceptadas ou não chegaram a atingir o paciente, são registradas e analisadas pela equipe da Unidade de Gestão da Qualidade e Segurança do Paciente”, explica a chefe da unidade. 

Após as notificações, as análises têm o objetivo de compreender o que aconteceu, quais fatores contribuíram para o incidente e quais barreiras de segurança precisam ser fortalecidas.

Indicadores

O NSP do Humap conta com indicadores que permitem acompanhar a ocorrência de eventos, avaliar a adesão às práticas seguras e verificar se as ações implementadas estão produzindo resultados. Entre os indicadores que são acompanhados estão:

– Número de pacientes com pulseiras de identificação;

– Adesão ao protocolo de comunicação efetiva, por meio da análise da comunicação dos resultados críticos e do preenchimento do formulário de transferência de cuidado;

– Taxa de Adesão ao Protocolo de uso Seguro de Medicamentos;

– Proporção de lista de verificação de cirurgia segura, avaliar a adesão as práticas seguras nos procedimentos cirúrgicos;

– Adesão à higiene das mãos;

– Indicadores de infecções relacionadas à assistência à saúde;

– Incidência de quedas de pacientes;

– Incidência de lesões por pressão;

– Preenchimento das escalas de riscos de queda e lesão por pressão.

Fonte: Comunicação – HUMAP-UFMS