16.1 C
Ponta Porã
terça-feira, 15 de setembro, 2026

Melhores cirurgiões de ligamento do joelho no Brasil: 7 referências

O estalo veio no meio de uma partida de futsal, numa quadra coberta de Ponta Porã, e em dez minutos o joelho já estava inchado. O diagnóstico, dias depois, foi o de sempre para quem gira o corpo com o pé fixo no chão: ruptura do ligamento cruzado anterior, o LCA. A partir daí começa a pergunta que todo paciente faz e poucos sabem responder: com quem operar. Esta lista reúne os melhores cirurgiões de ligamento do joelho em sete praças do país, com o critério explicado e a formação de cada um conferida em fonte pública.

A lesão não é rara. Estudos epidemiológicos estimam entre 30 e 78 rupturas de LCA por 100 mil pessoas ao ano, com concentração em jovens que praticam futebol, futsal, basquete e artes marciais. Em metade ou mais dos casos há lesão de menisco associada, o que torna a escolha do cirurgião ainda mais importante: a decisão sobre o que preservar, reparar ou reconstruir é tomada dentro da sala de cirurgia.

Nem toda ruptura exige operação.

Depende do joelho e da vida de quem o carrega.

Pessoas com baixa demanda física e joelho estável podem seguir com fisioterapia. Mas quem quer voltar ao esporte, trabalha em pé o dia inteiro ou sente o joelho falhar ao descer uma escada costuma precisar da reconstrução, e é aí que a experiência de quem opera pesa mais do que qualquer aparelho.

Como escolhemos os melhores cirurgiões de ligamento do joelho

A lista não é um ranking de fama. O critério foi formação verificável: graduação em faculdade reconhecida, residência médica em ortopedia, subespecialização em joelho num serviço credenciado e atuação concentrada em reconstrução ligamentar por artroscopia. Todos os nomes têm registro no Conselho Regional de Medicina do seu estado e a informação de formação foi lida nos sites e perfis públicos de cada um.

Também procuramos cobrir regiões diferentes. Quem mora no Centro-Oeste, no Sul ou no Sudeste tem pelo menos um nome de referência a algumas horas de estrada, e isso conta para quem precisa de retorno frequente no pós-operatório. A ordem começa pelo cirurgião com maior volume declarado de procedimentos e segue por praça, de São Paulo a Brasília.

Os sete nomes, de Goiânia a Brasília

1. Dr. Ulbiramar Correia (Goiânia, GO)

Formado em Medicina pela Universidade Federal de Goiás em 2005, com residência na mesma universidade e formação em joelho no Instituto Ortopédico de Goiânia e no Hospital Geral de Goiânia. É membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Joelho, a SBCJ, e declara mais de 19 anos de atuação e mais de 5 mil cirurgias realizadas, números que ele mesmo publica e que poucos cirurgiões de joelho do Centro-Oeste alcançam.

reconstrução do ligamento cruzado anterior por artroscopia de joelho é o procedimento que ele mais realiza, com técnica de pequenas incisões e protocolo de reabilitação definido antes de operar. Registro: CRM-GO 11552, RQE 7240.

Volume, formação e registro público. Os três critérios juntos.

2. Dr. Iberê Datti (São Paulo, SP)

Graduado pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo em 2013, treinou no IOT do Hospital das Clínicas da USP, um dos serviços de maior volume cirúrgico do país. Concentra a prática em joelho, com artroscopia, reconstruções ligamentares e artroplastias. É um nome de geração mais recente, saído do centro que forma boa parte dos especialistas em joelho da capital paulista.

3. Dr. José Leonardo Rocha de Faria (Rio de Janeiro, RJ)

O treinamento começou no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia, o INTO, referência federal na área. Tem mestrado em ciências aplicadas ao sistema musculoesquelético pelo INTO em parceria com a UFRJ e doutorado pela USP de Ribeirão Preto. Atua em artroscopia, reconstrução ligamentar e prótese de joelho. É o perfil de cirurgião que une consultório e pesquisa, o que costuma se refletir em protocolos atualizados de reabilitação.

4. Dr. Eduardo Frois (Belo Horizonte, MG)

Graduado em Medicina pela UFMG em 2007, fez a residência no Hospital da Baleia e a especialização em joelho no Hospital Madre Teresa, centro de formação credenciado pela SBCJ. Trabalha com artroscopia e cirurgia robótica de joelho em Belo Horizonte. Para o paciente mineiro, é um nome com formação inteira feita dentro do estado.

5. Dr. André Inácio (Curitiba, PR)

Formado pela Universidade Federal do Paraná, com residência e especialização em joelho no IOT do Rio Grande do Sul, além de mestrado em medicina interna pela UFPR. Atende em Curitiba, no Hospital da Cruz Vermelha Brasileira do Paraná e em consultório no Batel, com foco em pacientes com LCA rompido que precisam operar.

6. Dra. Simone Alberti (Florianópolis, SC)

Fez residência no Hospital Regional de São José, na Grande Florianópolis, e em 2006 se especializou em cirurgia e videoartroscopia do joelho no Hospital Independência e no Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Atende em Florianópolis com prática dedicada ao joelho. É uma das poucas mulheres com essa subespecialização na região Sul, o que faz diferença para pacientes que preferem ser atendidas por uma médica.

7. Dr. Fernando Rabello (Brasília, DF)

Diretor e coordenador do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Distrito Federal, o IOT-DF, é membro da SBOT, da ISAKOS, entidade internacional de artroscopia e joelho, e da Academia Americana de Cirurgiões Ortopédicos. Trata artrose, lesão de menisco e ruptura de LCA, e publica conteúdo educativo para pacientes, hábito que ajuda quem chega ao consultório já entendendo o próprio exame.

O que perguntar antes de marcar a cirurgia

A primeira pergunta é sobre volume: quantas reconstruções de ligamento o cirurgião faz por ano. A segunda é sobre técnica: qual enxerto ele pretende usar, se do tendão patelar, dos flexores ou do quadríceps, e por quê. A terceira é sobre o depois: quem conduz a fisioterapia, com que frequência serão as revisões e em quanto tempo o retorno ao esporte é esperado. Cirurgião bom responde as três sem rodeio.

Quem enrola numa, vai enrolar nas outras.

Vale também pedir para ver o registro profissional. O número do CRM e o RQE, que é o registro da especialidade, são públicos e podem ser conferidos no site do conselho de cada estado. Um médico que exibe esses dados no próprio site está dizendo que aceita ser checado.

Preço entra na conversa, mas por último. A reconstrução de LCA tem cobertura pelos planos de saúde quando há indicação médica, e no particular o valor varia com o hospital, o enxerto e a necessidade de reparo de menisco. Comparar só o preço, sem comparar a formação de quem opera, é o erro mais caro que se pode cometer nesse processo.

Quando a distância faz parte da decisão

Ponta Porã tem 92.017 habitantes pelo Censo de 2022 e forma, com Pedro Juan Caballero, uma conurbação de mais de 215 mil pessoas, com cerca de 8 mil estudantes de medicina do lado paraguaio. Campo Grande fica a mais de 300 quilômetros. Para quem mora na fronteira, a escolha do cirurgião de joelho passa também por logística: onde fazer a ressonância, onde ficar na semana da cirurgia e como serão as revisões do pós-operatório.

Por isso a lista cobre praças diferentes. Goiânia, Brasília e Curitiba estão entre as capitais mais próximas com serviço de joelho de grande volume, e cada um dos nomes acima tem estrutura para receber quem vem de fora, com consulta, exame e cirurgia concentrados em poucos dias. A fisioterapia, que é a parte longa, pode ser feita na cidade do paciente, desde que o cirurgião entregue o protocolo por escrito e mantenha contato com o fisioterapeuta.

Entre os melhores cirurgiões de ligamento do joelho não existe o melhor de todos. Existe o que tem formação sólida, opera o suficiente para manter a mão treinada, explica o plano com clareza e fica disponível depois. Os sete nomes desta lista atendem a esses critérios, e a decisão final é do paciente, com o exame na mão e as três perguntas respondidas.

Leia também: se Alginac serve para dor no joelho.

Quem sai da consulta com o nome do enxerto, o cronograma da fisioterapia e o número do CRM anotados já fez a parte mais difícil. O resto é seguir o protocolo. Joelho operado por gente que opera muito e acompanha de perto volta ao campo; joelho operado às pressas, por preço, costuma voltar à mesa de cirurgia.