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quinta-feira, 17 de setembro, 2026

Augusto Cury detalha plano de governo: mandato de 8 anos no STF e semipresidencialismo em pauta

O candidato à Presidência Augusto Cury, pelo partido Avante, apresentou um programa de governo detalhado, com 18 projetos e 20 teses. O documento de aproximadamente 200 páginas, disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), propõe reformas significativas no sistema político e judicial do país. Entre as principais pautas estão a adoção do regime semipresidencialista, a instituição de mandatos de oito anos para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e o desenvolvimento de uma diplomacia econômica voltada para os interesses nacionais.

A proposta de educação em tempo integral é destacada como prioridade estratégica, visando a criação de ambientes escolares dinâmicos que integrem debates, artes, esportes e convivência. O ensino médio seria reestruturado com formação acadêmica, humana e profissionalizante, enquanto as universidades ganhariam um novo papel como centros de inovação e desenvolvimento de patentes.

No eixo Neuroinclusivo, Cury propõe uma política de Estado permanente para acolher pessoas com autismo, TDAH, dislexia e altas habilidades, aproximando a escola da família e criando um Mapa Nacional da Neurodiversidade.

A iniciativa Mulheres Vivas visa combater o feminicídio e proteger as mulheres, sugerindo o uso de botões de alerta e monitoramento de agressores. O plano também prevê prioridade para vítimas de violência em programas de qualificação e empreendedorismo, além do fim de taxas de juros abusivas em crédito feminino e a indicação de mais mulheres ao STF.

Na economia, o plano contempla a criação do Ministério do Empreendedorismo e da Economia Distribuída, com o objetivo de descentralizar a produção e fomentar microempresas. Seriam criados clubes e escolas de empreendedorismo, além de um Banco do Empreendedor oferecendo crédito facilitado para pequenos negócios e beneficiários do Bolsa Família.

Para as áreas urbanas, especialmente favelas, o plano de governo projeta a regularização jurídica de até 5 milhões de moradias em dez anos, associada a melhorias urbanas e ao financiamento de pequenos empreendedores locais.

No agronegócio, o projeto Brasil Oásis visa transformar o semiárido em uma fronteira agrícola estratégica com foco em segurança hídrica e agroexportação, utilizando tecnologias inspiradas em Israel. A meta é duplicar a produção de alimentos e multiplicar as exportações de frutas.

O projeto Brasil Empreendedor nas Estradas (BEE) propõe a criação de polos de comércio a cada 10-15 km nas rodovias, com energia solar e áreas de descanso, fomentando o turismo e a agricultura familiar. O Agroindústria Brasil busca tornar o país uma potência agroindustrial, com a criação de 10 mil agroindústrias no interior e 100 usinas de etanol de milho.

O plano BCOO (Brasil Cooperativismo) visa dobrar o número de cooperativas e cooperados no país, abrangendo diversos setores como bioenergia, tecnologia e saúde. A iniciativa Brasil Exportador planeja a implantação de zonas francas de exportação focadas em setores tecnológicos de ponta, como inteligência artificial e robótica.

Na política externa, as embaixadas brasileiras seriam reestruturadas com foco em diplomacia econômica e inteligência comercial, deslocando o efetivo para mercados emergentes. O plano internacional propõe a criação de um Fundo Mundial da Fome, financiado pelo comércio global e pela indústria de armas, visando erradicar a fome mundialmente.

Na saúde, o Tele Saúde Brasil visa criar uma plataforma pública de medicina digital para desafogar o SUS, com atendimento rápido. A iniciativa Sociedade Está Abraçando focará na prevenção e rastreamento de câncer com unidades móveis.

No meio ambiente e energia, o plano Energias Renováveis do Brasil busca atingir 90% de matriz energética limpa até 2040, incentivando o hidrogênio verde. O projeto Petra BR visa mapear e refinar minerais críticos no país. Iniciativas como Floresta Viva BR e Amazônia Viva focam no combate a incêndios, saneamento e bioeconomia, com remuneração para populações locais.

Em segurança pública, o programa Segurança 4.0 propõe unificar as ações policiais e criar a Força de Combate Municipal (Foco), priorizando o combate ao crime organizado, a proteção escolar e o monitoramento de fronteiras.