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segunda-feira, 21 de setembro, 2026

Brasil simula ataque cibernético em larga escala com forças armadas e 14 países

O Brasil está realizando, esta semana, um exercício abrangente de defesa cibernética com o objetivo de aprimorar a capacidade do país em responder a ataques digitais. A iniciativa é coordenada pelo Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro, em colaboração com a Marinha e a Força Aérea Brasileira (FAB).

O simulado, denominado Guardião Cibernético, acontece entre 21 e 25 de agosto, simultaneamente em Brasília e em outras seis capitais: Rio de Janeiro, Manaus, Belém, Recife, São Paulo e Curitiba. Esta é a oitava edição do exercício.

A atividade envolve a integração de membros das Forças Armadas, diversos órgãos governamentais, agências reguladoras e operadores de infraestruturas críticas, como os setores de abastecimento de água, energia, telecomunicações e o mercado financeiro. Ao todo, mais de 1.300 participantes de 300 organizações, além de representantes de 14 nações estrangeiras, estão engajados na simulação.

Os participantes serão expostos a cenários de ataques cibernéticos complexos e coordenados, utilizando sistemas digitais análogos aos empregados pelas organizações envolvidas. O principal objetivo é fortalecer o sistema nacional de defesa cibernética, testando e validando planos de contingência para situações de ataques digitais.

Segundo o Exército, a área cibernética é reconhecida como um dos três setores estratégicos definidos pela Estratégia Nacional de Defesa (END). Este segmento engloba os sistemas informatizados que controlam desde computadores e rádios até radares, veículos de combate e sistemas de defesa antiaérea.

Em nota oficial, o Exército destacou que a união de diversas instituições civis e militares no Exercício Guardião Cibernético representa um marco significativo na preparação e integração, reforçando a importância do compromisso coletivo para a segurança e soberania nacional diante das ameaças digitais.