Em Nova York, para participar da 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de encontros estratégicos com figuras políticas relevantes nos Estados Unidos e na América Latina. O foco das conversas foi o fortalecimento de políticas sociais, o combate às desigualdades e a integração regional.
Um dos encontros ocorreu com Zohran Mamdani, prefeito de Nova York, e o senador americano Bernie Sanders, ambos conhecidos por suas posições de oposição a Donald Trump. Durante a conversa, Lula e Mamdani compartilharam visões sobre a urgência de priorizar as populações mais vulneráveis na criação de políticas públicas. A defesa da democracia e o enfrentamento ao extremismo político e à desinformação global foram temas centrais.
Mamdani, que se identifica como “socialista democrata” e é o primeiro prefeito muçulmano de Nova York, destacou os desafios sociais da cidade, especialmente o alto custo de vida. Ele mencionou a iniciativa de supermercados populares em sua gestão como uma medida para mitigar a pobreza, que afeta um em cada quatro nova-iorquinos. O prefeito de Nova York descreveu Lula como uma fonte de inspiração.
Em sua fala, Lula criticou o aumento de investimentos em armamentos e defesa militar por parte de países como Europa e Japão, contrastando com a escassez de recursos para áreas essenciais como educação e combate à fome. O presidente brasileiro expressou a esperança de que líderes jovens como Mamdani se dediquem a reduzir a pobreza e a invisibilidade social.
Em outro compromisso importante em Nova York, Lula se encontrou com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. A pauta principal foi o reforço do multilateralismo nas relações internacionais e o aprofundamento da integração latino-americana. Um dos acordos anunciados foi a autorização para o Brasil utilizar o excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China.
Os dois presidentes também abordaram a regulamentação de apostas online (bets) e planejaram futuros encontros para impulsionar projetos de integração transfronteiriça, como a construção de uma ponte binacional sobre o rio Jaguarão. O governo uruguaio confirmou que as discussões abrangeram comércio, infraestrutura, intercâmbio cultural e desenvolvimento produtivo, com ênfase no fortalecimento de blocos como a CELAC e o Mercosul.

