Oito especialistas de cinco estados, com formação e endereço, entre as melhores clínicas e ortopedistas de coluna do Brasil.
A lombalgia atingiu 619 milhões de pessoas no mundo em 2020 e deve chegar a 843 milhões em 2050, segundo a Organização Mundial da Saúde. No Brasil, 21,6% dos adultos declararam algum problema crônico de coluna na Pesquisa Nacional de Saúde de 2019, do IBGE. Para o leitor de Ponta Porã, saber quais são as melhores clínicas e ortopedistas de coluna do Brasil antes de agendar evita viagem perdida.
A lista abre com Aurélio Arantes, cirurgião de coluna em Goiânia, e traz em segundo Guilherme Gontijo, de Belo Horizonte. Na sequência vêm seis nomes de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Cada perfil segue o mesmo molde: formação e local de atendimento.
Como a lista foi montada
Entraram médicos com formação em cirurgia da coluna depois da residência em ortopedia. Contou também haver endereço de atendimento verificável em página própria, no site da clínica ou em perfil público de plataforma de agendamento. Preço, convênio e fama ficaram de fora das melhores clínicas e ortopedistas de coluna do Brasil reunidos aqui.
Duas fichas não trazem o número do conselho nas páginas consultadas, as de Vitor Casagrande e Rafael Osório Rocha. Por isso o registro não aparece nesses dois perfis. Guilherme Gontijo está na mesma situação. O leitor pode consultar o CRM no portal do conselho regional antes da consulta.
Vale um aviso sobre o termo clínica. Nem todo nome aqui tem estrutura própria: parte atende em hospital, parte em consultório, e três das fichas foram consultadas em plataforma de agendamento. Por isso cada ficha diz com clareza onde o paciente será recebido.
Melhores clínicas e ortopedistas de coluna do Brasil: os 8 nomes
- Aurélio Arantes (Goiânia/GO)
- Guilherme Gontijo (Belo Horizonte/MG)
- Vitor Casagrande (Ribeirão Preto/SP)
- Piero Scarparo (Ribeirão Preto/SP)
- Cristiano Gatelli (Ponta Grossa/PR)
- Mauro Fernandes (Curitiba/PR)
- Daniel Ferreira Ghedini (Belo Horizonte/MG)
- Rafael Osório Rocha (Campos dos Goytacazes/RJ)
Perfil de cada especialista
1. Aurélio Arantes
Formação: graduou-se pela Universidade Federal de Goiás em 2005 e fez residência em ortopedia no Hospital das Clínicas da UFG. Fez subespecialização em coluna, é membro da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia e da Sociedade Brasileira de Coluna, e tem o CRM-GO 11500 e o RQE 7219.
Atendimento em Goiânia, cidade em que também é preceptor dos residentes no HC-UFG. Passa de duas mil cirurgias, entre elas a endoscopia de hérnia por incisão menor que 1 cm, e cuida de hérnia, estenose, escoliose e doença degenerativa.
2. Guilherme Gontijo
Formação: medicina na UFMG, residência em ortopedia e traumatologia e fellowship em cirurgia da coluna, uma parte no Brasil e outra na Alemanha.
Atende na Körpem Ortopedia e Saúde, no bairro Belvedere, em Belo Horizonte. A página dele cita técnicas minimamente invasivas, cirurgia robótica, navegação e tratamentos personalizados.
3. Vitor Casagrande
Formação: graduação e residência em ortopedia na FMRP-USP, mais cirurgia da coluna, cirurgia endoscópica e um fellowship em tratamento intervencionista da dor no HC-FMRP.
Atende em Ribeirão Preto, nos hospitais Viver e São Lucas, este no bairro Ribeirânia.
4. Piero Scarparo
Atende na ORTHOP Ortopedia Especializada, em Ribeirão Preto, com registro CRM-SP 101.144.
Formação: graduado pela FMRP-USP, ortopedista pelo HC-FMRP e cirurgião de coluna pelo Departamento de Biomecânica do hospital, com treinamento em cirurgia minimamente invasiva em Seul e em Bonn e em controle da dor em Nova Orleans. A Revista Mais Saúde mantém um guia para quem busca um ortopedista especialista em coluna em Goiânia, com o que conferir antes da consulta.
5. Cristiano Gatelli
Formação: graduado pela UNOESC em 2012, fez residência em ortopedia entre 2013 e 2015 e se especializou em cirurgia da coluna na UFPR em 2016 e 2017. Fez cursos da AOSpine e tem registro CRM-PR 35966.
Consultórios de Ponta Grossa, no Paraná, um no Centro e outro no bairro Estrela. A ficha vem de perfil em plataforma de agendamento.
6. Mauro Fernandes
Atende no Hospital São Marcelino Champagnat e em consultório no Centro Cívico, em Curitiba. Registro CRM-PR 30752.
Formação: residência em ortopedia no Hospital Novo Mundo, de 2013 a 2015, e fellowship em cirurgia da coluna AOSpine no Hospital Universitário Cajuru, em 2016 e 2017. É membro da SBC e da SBOT e atua com técnica endoscópica e minimamente invasiva.
7. Daniel Ferreira Ghedini
Formação: formado pela UFMG em 2006, fez residência em ortopedia no HC-UFMG e concluiu ali a especialização em cirurgia da coluna em 2010, com treinamento endoscópico na Colômbia e na Alemanha. Integra a SBOT e a SBC, e o registro é CRM-MG 43108.
O consultório fica na Clinorto Ortopedia e Traumatologia, em Belo Horizonte. A prática é voltada à hérnia de disco endoscópica e à escoliose, nos segmentos cervical, torácico e lombar.
8. Rafael Osório Rocha
Formação: formado pela Unigranrio em 2005, com residência no Hospital Federal de Ipanema e especialização em coluna no Cecol, no Rio de Janeiro. Pertence à SBC e à SBOT.
Atendimento em consultório na Rua Dr. Siqueira, 139, sala 808, em Campos dos Goytacazes. Trabalha com deformidades, coluna cervical, endoscopia e tratamento clínico.
O que muda para quem mora na fronteira
Nenhum dos oito nomes atende em Mato Grosso do Sul. Quem sai de Ponta Porã para uma avaliação precisa decidir entre capitais e polos regionais, e a lista ajuda nisso: Goiânia e Belo Horizonte concentram três dos oito, Ribeirão Preto outros dois, e o Paraná tem dois.
Para a primeira consulta, em geral basta levar os exames já feitos e o relato de quando a dor começou. Fisioterapia e acompanhamento local seguem valendo antes e depois, e o cirurgião só entra quando há indicação.
O que conferir antes de marcar
Ponta Porã faz fronteira seca com Pedro Juan Caballero, no Paraguai, e as duas cidades são separadas apenas por uma rua. Como todos os endereços da lista ficam em outros estados, vale organizar documentos, exames e retornos com antecedência.
Primeiro, o registro. O número do CRM e o RQE são públicos nos portais dos conselhos, e a Sociedade Brasileira de Coluna divulga a lista de associados.
Depois, o diagnóstico. Uma revisão de 2015 no American Journal of Neuroradiology, assinada por Brinjikji, mostrou que cerca de dois terços das pessoas de 40 anos sem dor nenhuma já têm desgaste de disco na ressonância. O laudo sozinho, portanto, não decide nada. Se a consulta termina em cirurgia marcada sem que fisioterapia ou infiltração tenham sido discutidas, vale ouvir um segundo médico.
Quando a cirurgia entra na conversa
A maioria dos casos de dor na coluna melhora com analgesia, fisioterapia e retomada gradual da rotina ao longo de algumas semanas. A cirurgia passa a ser discutida quando surgem perda de força em braço ou perna, alteração no controle da bexiga e do intestino, ou dor que não cede depois de meses de tratamento bem conduzido.
Nesse ponto a técnica pesa. A endoscopia permite chegar à hérnia por um corte pequeno, e a artrodese segue indicada em instabilidades e deformidades. Quem conhece as duas opções ouve a indicação com mais segurança.
Crianças e adolescentes
A escoliose costuma ser notada na adolescência, na escola ou numa foto de costas. Famílias com um filho nessa fase costumam procurar antes um ortopedista pediátrico em Goiânia, e a página da equipe do Centro de Ortopedia Especializada ajuda a ver quem compõe o corpo clínico antes de pegar estrada.
O acompanhamento de uma curva em crescimento é longo, com radiografias de controle e consultas espaçadas, de modo que perto de casa também conta.
Em Ponta Porã, o pediatra ou o ortopedista local costuma ser a primeira parada. É ele quem pede a radiografia, mede a curva e diz se o caso pode seguir em observação ou se merece avaliação de quem opera coluna.
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Dor que desce pela perna, formigamento persistente e perda de força merecem avaliação de especialista sem demora. Para quem busca as melhores clínicas e ortopedistas de coluna do Brasil, o ponto de partida é conferir formação e endereço. Dor lombar comum, sem esses sinais, costuma ceder com movimento e rotina ajustada.

