Franciele Gawleta foi presa em flagrante por homicídio e confessou ter cometido crime enquanto vítimas dormiam, em Arapongas
Franciele Gawleta, mãe das crianças encontradas mortas em um carro abandonado em uma ponte entre Bandeirantes e Itambaracá, no Norte Pioneiro do Paraná, disse ter cometido os assassinatos em outra cidade, mas as deixou naquele local para que familiares pudessem recolher os corpos. A informação é do delegado Denner Roque, da Polícia Civil (PC-PR).
A defesa da suspeita, representada pela advogada Nádia Guaita Calixto Alves, disse que “os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas”.
Roque explicou que, até o momento, a investigação mostrou que Franciele sufocou e matou os filhos — um menino de 5 anos e a menina de 1 ano — em Arapongas, onde viviam. Depois, dirigiu por aproximadamente 145 quilômetros com os corpos das vítimas dentro do carro até estacionar próximo à ponte e deixá-los no veículo.
As crianças foram localizadas nesta quarta-feira (4), mesmo dia em que ela foi presa em flagrante após ser vista perto de um pesqueiro.
Antes de ser presa, Franciele também enviou áudios a um familiar dizendo que havia deixado o carro aberto. “Então eu deixei aberto. Tá bom? Aí você manda alguém vir. Vem socorrer eles [crianças] aqui”, falou na gravação.
Os pais estavam em uma disputa judicial pela guarda das crianças, de acordo com o delegado. Atualmente, o pai mora em Itambaracá, enquanto a mãe mora em Arapongas, também na região Norte do estado. No entanto, ainda não há confirmação oficial de que o crime tenha sido motivado pela disputa judicial.
Os corpos das crianças foram encaminhados para a Polícia Científica. A Polícia Civil segue investigando o caso e apurando a causa das mortes.
O que diz a defesa
A defesa de Franciele informou que a suspeita colabora com as autoridades. Confira:
“A assessoria jurídica da acusada, FRANCIELE GAWLETA, vem, diante dos noticiários veiculados pela imprensa, esclarecer que os acontecimentos estão sendo apurados no devido processo legal, oportunidade em que todas as alegações serão devidamente contraditadas e comprovadas, com base na verdade real e nos elementos constantes dos autos.
A Sra. Franciele tem total confiança nas instituições e no Poder Judiciário, bem como presta seu compromisso com a cooperação integral face às autoridades competentes.
Salientamos que precipitadas conclusões emitidos neste momento revelam-se prematuras, especulativas, temerárias e prejudiciais aos direitos fundamentais da personalidade e à garantia constitucional da presunção de inocência.
Fonte: G1

