A Defesa Civil Nacional publicou neste domingo (8) um novo comunicado em suas redes sociais para esclarecer a recomendação sobre a elaboração de kits de emergência. O órgão busca acalmar a população, afirmando que a medida possui caráter preventivo e não deve ser motivo para alarme.
“Calma! Falar de kit de emergência não é sinal de perigo, é sinal de que prevenir faz parte da rotina”, enfatizou a Defesa Civil em sua postagem, pedindo explicitamente para que “não criemos pânico”. Esta publicação surge dois dias após um primeiro alerta, onde a Defesa Civil incentivava os brasileiros a montarem um kit de emergência como uma “atitude importante de prevenção”, justificando que em situações de desastres de grande magnitude, a chegada de auxílio pode sofrer atrasos.
A orientação do órgão sugere que todos possuam um kit de emergência preparado para suprir necessidades básicas por um período de 72 horas. Recomenda-se a inclusão de itens essenciais como água potável (dois litros por pessoa, por dia), alimentos não perecíveis (enlatados, frutas secas) e medicamentos de uso contínuo, de emergência e para primeiros socorros.
A sugestão gerou ampla discussão nas redes sociais, com internautas divididos entre classificar a iniciativa como “exagero” e expressar receios sobre a iminência de desastres. Em resposta à repercussão, o Ministério da Integração e Desenvolvimento, ao qual a Defesa Civil está subordinada, emitiu nota no sábado (7) esclarecendo que a recomendação não está vinculada a “qualquer alerta nacional ou a uma previsão de interrupção generalizada nos serviços públicos ou de abastecimento”.
O ministério adicionou que a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil (Sedec) divulga periodicamente orientações gerais de autoproteção para diversas situações de risco e emergência. Medidas similares já haviam sido compartilhadas pela Defesa Civil em outras datas recentes, como em março e abril deste ano.
Apesar de não associar a recomendação a eventos específicos, o ministério informou que está acompanhando de perto as condições meteorológicas no Sul do país, onde chuvas intensas e alagamentos já causaram significativos estragos. Estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul registraram ocorrências de tornados, com ventos superiores a 100 km/h, e autoridades investigam a relação de óbitos com as tempestades. Para o fim de semana, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alerta vermelho para eventos climáticos extremos na região Sul.

