O comércio ilegal decorrente dessa área da fronteira abastece principalmente as Regiões Sudeste, Sul e Centro Oeste do país.
09/08/2019 13h20 – DN
Tendo em vista sua localização geográfica, a fronteira seca de Ponta Porã/BR – Pedro Juan Caballero/PY, pode ser considerada como um dos atuais pontos chaves da rota do contrabando e do descaminho de mercadorias estrangeiras.
O comércio ilegal decorrente dessa área da fronteira abastece principalmente as Regiões Sudeste, Sul e Centro Oeste do país.
Diante disso, a Alfândega da Receita Federal em Ponta Porã – MS oferecerá nos dias 27 e 29 de agosto de 2019 o Curso “Conceitos Básicos sobre Contrabando e Descaminho de Mercadorias Estrangeiras” para os agentes da Guarda Civil Municipal de Fronteira (GCMFron).
O curso, de acordo com o delegado da Alfândega da Receita Federal em Ponta Porã, Marcelo Rodrigues de Brito, tem como objetivo capacitar os agentes para atuarem de forma colaborativa com a Receita Federal no combate ao contrabando e ao descaminho.
O treinamento auxiliará principalmente a atuação dos agentes no Terminal Rodoviário de Ponta Porã, atendendo solicitações dos comerciantes do local, bem como dos usuários do serviço de transporte de passageiros.
O prefeito Hélio Peluffo Filho-PSDB determinou que fosse criado um Posto de Atendimento e Monitoramento da GCMFron. A criação dará início ao marco regulatório do reestabelecimento da Lei e da Ordem naquele local. Desde o dia 07 de Junho de 2019, o local deixou de ser popularmente chamado de “terra de ninguém”, disse o Secretário Municipal de Segurança Pública, Marcelino Nunes de Oliveira.
Desde a inauguração do Posto de Atendimento uma guarnição de agentes da GCMFron e uma Viatura Operacional de pronto emprego estão no local durante todo o dia, em regime de plantão (24 horas).
Resultados positivos já foram observados como, por exemplo, a prisão de traficantes, apreensão de 85 kg da maconha, prisão de foragidos da justiça, combate à perturbação do sossego alheio e desobstrução de área. Comerciantes locais e passageiros relatavam que anteriormente eram aterrorizados pela ação de gangues que acampavam nos arredores e até nas dependências do Terminal Rodoviário de Ponta Porã.


