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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

Golpe bancário: organização criminosa desvia R$ 1,27 milhão com 2,7 mil linhas telefônicas

Uma operação policial deflagrada no interior de São Paulo desarticulou uma organização criminosa responsável por fraudes bancárias que causaram um prejuízo estimado em R$ 1,27 milhão. A investigação, conduzida pela Polícia Civil de Presidente Venceslau, revelou que os suspeitos empregaram aproximadamente 2,7 mil linhas telefônicas para executar os golpes.

Entre as vítimas mais impactadas está um idoso de 80 anos, que perdeu R$ 180 mil. Os criminosos se passaram por funcionários de uma instituição financeira e, explorando a confiança da vítima, a convenceram de que havia um problema em sua conta. Sob essa premissa, conseguiram induzi-la a realizar uma transferência bancária não autorizada.

Em resposta a essa fraude específica, a Justiça determinou o bloqueio de bens e valores até o limite de R$ 180 mil, visando a recuperação do montante subtraído do idoso, que foi o ponto de partida para as apurações.

A operação, que cumpre cinco mandados de busca e apreensão, abrange cidades como Poá e Embu das Artes, na Grande São Paulo, além de Planaltina, em Goiás, e Brasília. O delegado Edmar Caparroz, coordenador da ação, destacou o objetivo de aprofundar a investigação, identificar todos os envolvidos e localizar outras potenciais vítimas dos golpes.

Os mandados também visam a apreensão de documentos, celulares, computadores e outros dispositivos que possam auxiliar no progresso das investigações e na coleta de provas contra a organização criminosa.

A engenharia social, técnica de manipulação psicológica que induz as vítimas a tomar decisões sob pressão, é responsável por cerca de 40% das fraudes financeiras no Brasil, conforme reportagem da Agência Brasil. Golpistas utilizam táticas como o falso *call center*, que simula a identificação de transações suspeitas para orientar falsos procedimentos de segurança, além de contatos via e-mail, WhatsApp e ligações diretas.

Para mitigar esses riscos, órgãos federais oferecem ferramentas de proteção. O Banco Central (BC) disponibiliza o BC Protege +, que permite ao cidadão registrar a opção de não receber ofertas de abertura de contas. Adicionalmente, o Registrato, outra ferramenta do BC, possibilita a consulta de dados compartilhados com a autoridade monetária, incluindo pendências financeiras, chaves Pix e a existência de contas desconhecidas, reforçando a segurança e o controle sobre dados pessoais e financeiros.