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quinta-feira, 22 de outubro, 2026

RJ tem menor número de homicídios desde 1991, mas mortes por ações policiais subirão até dezembro, diz secretário

Secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Vinícius Braga, adiantou parte dos números de crimes no estado que serão divulgados pelo Instituto de Segurança Pública.

21/08/2019 09h40 – Por: G1 MS

O chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, delegado Marcus Vinícius Braga, disse ao Bom Dia Rio, nesta quarta-feira (21), que o número de homicídios caiu, de janeiro a julho deste ano, em relação ao mesmo período de 2018. Mas afirmou que as mortes por ação policial cresceram e devem continuar aumentando até, pelo menos, o mês de dezembro.

De acordo com os números apresentados pelo secretário, que devem ser oficialmente divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) nesta tarde, foram registrados 2.392 homicídios de janeiro a julho deste ano. Foi o menor número de homicídios dolosos desde 1991. Em 2018, ocorreram 3.101 casos.

Braga não informou os números de mortes por policiais, mas falou sobre a tendência de alta.

“A tendência é subir até dezembro, porque as ações estão sendo feitas. Conforme a gente for trabalhando as investigações, a inteligência, a integração com a Polícia Militar, a tendência é abaixar. É um número alto, não é o número que a gente deseja”, explicou Braga.
No primeiro trimestre do ano, foram 434 pessoas mortas por intervenção policial, de acordo com os dados do ISP. Uma média de sete óbitos por dia. Foi o maior número desde 1998.

Braga afirmou que a polícia prendeu, neste ano, 700 suspeitos de homicídio. “Em mais ou menos quatro semanas, fizemos uma operação em Queimados e prendemos uma quadrilha enorme de homicidas. Ficamos 14 dias sem homicídio lá. Além da ostensividade, temos que focar na investigação”, ressaltou o chefe da polícia, afirmando que os números são “maravilhosos”.

Sequestro na Ponte Rio-Niterói
O delegado afirmou que o sequestro do ônibus na Ponte Rio-Niterói, que terminou com o sequestrador Willian Augusto da Silva morto por atiradores de elite e 39 reféns libertados, está sob a investigação da Divisão de Homicídios (DH) e que o caso aparenta ser um atuação isolada.

“Pela experiência que eu tenho, acredito que seja um surto psicótico. Já era uma pessoa com alguns problemas, isso foi falado pela família. Isso o torna mais perigoso do que um criminoso comum, que sabe o que está fazendo”, contou Braga. Ele definiu a operação como “exitosa”.

Operação na CDD
Sobre a operação realizada na terça na Cidade de Deus, na Zona Oeste, e questionada por moradores pelo uso de aeronaves e por artefatos serem jogados no meio da comunidade, Marcus Vinícius Braga destacou ainda que acredita que o helicóptero é necessário por ser um “salvador de vidas”, e por oferecer uma visão privilegiada e permitir uma visão de cima das comunidades.

“Quando não tem o águia, a reportagem mostra de 30 a 40 minutos de tiroteio. O tempo de tiroteio com a presença do águia é de três minutos”, contou.

Segundo o secretário, as bombas jogadas de helicóptero eram armamentos não letais e que a polícia não possui granadas defensivas, capazes de machucar.

“A Polícia Civil, quando vai a uma operação, ela já fez um trabalho de investigação, já obteve um mandado de prisão, já fez o planejamento prévio e trabalha com inteligência na hora”, explicou Braga.

Morte de jovens
Sobre a morte de seis jovens a tiros em cinco dias, o secretário afirmou que as operações são dificultadas quando inocentes são atingidos. Ele afirmou que criminosos têm interesse em atingir pessoas que não possuem relação com o crime em situações como essa.

Na última sexta-feira (16), o governador Wilson Witzel também deu uma declaração nesse sentido ao afirmar que se solidariza com as famílias das vítimas, mas que a culpa pelas mortes não era das forças de segurança, mas sim dos criminosos.

“Há situações que traficantes, assim que a polícia entra, atiram em inocentes pois sabem que a operação vai acabar”, afirmou Braga.

Secretário de Polícia Civil do RJ- G1 MS

Sobre a morte de seis jovens a tiros em cinco dias, o secretário afirmou que as operações são dificultadas quando inocentes são atingidos — Foto: Reprodução/ TV Globo