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terça-feira, 24 de maio, 2022
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A bem-aventurada mãe de Jesus, por Eloir Vieira

“Porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1.48).

Deus atentou na humildade de sua serva. Maria era serva do Senhor; moça virgem, comprometida a se casar com José, um homem da linhagem de Davi: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria. E, entrando o anjo onde ela estava, disse: Salve, agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres” (Lc 1.26-28).

O anjo chama Maria de agraciada; isto não era uma especialidade particular de Maria, mas por uma graça que Deus lhe concedeu. Graça é o mesmo que indulto ou favor. Isto é: Maria teve seus pecados perdoados antes de ficar grávida de Jesus! Maria desfrutou e usufruiu de um estado de santidade e graça celestial nesta vida e após a sua morte terrena; por isso é chamada bem-aventurada entre as demais mulheres. Veja a canção de Maria, abençoada, cheia de felicidade: “Porque atentou na humildade de sua serva; pois eis que, desde agora, todas as gerações me chamarão bem-aventurada” (Lc 1.48).

Não foi Maria que escolheu ser mãe de Jesus; ela ia se casar com José, como acontece com qualquer outra mulher deste mundo. Foi Deus que escolheu Maria: “Disse-lhe, então, o anjo: Maria, não temas, porque achaste graça diante de Deus, E eis que em teu ventre conceberás, e dará à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim” (Lc 1.30-33).

O fato de Maria ser a bem-aventurada, escolhida de Deus para gerar Jesus, concebido pelo poder do Espírito Santo (Lc 1.35), ela não teve vida fácil como mãe. Grávida, perto de dar à luz, teve que sair da Galileia, da cidade de Nazaré, à Judeia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi), para o alistamento. (Lc 2.4). Lembrando que naquela época, o veículo mais veloz era uma mula!

Maria deu à luz a Jesus, num lugar inusitado: “E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos, e deitou-o numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem” (Lc 2.7). Como muita gente foi à Belém para o censo, todos os estabelecimentos estavam lotados. A solução foi se abrigarem num estábulo, onde se abriga animais; o berço de Jesus foi um tabuleiro onde se coloca ração para os animais!

Maria teve que fugir às pressas para o Egito, escapando do rei Herodes, que queria matar seu filho. Herodes mandou matar todos os meninos de dois anos para baixo, que havia em Belém e em todos os seus contornos; mas Maria e José já tinham saído com Jesus para o Egito, orientados pelo anjo do Senhor (Mt 2.13-18). Maria viu seu filho Jesus, sendo crucificado, escarnecido, zombado e morto! Mas pode vê-lo novamente ressuscitado e Salvador do seu povo e de todos que creem: “E ela dará à luz um filho, e lhe porás o nome de JESUS, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados” (Mt 1.21).

Por: Eloir Vieira

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