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segunda-feira, 1 de junho, 2026

A brincadeira como expressão da realidade, por Rosildo Barcellos

Imagino ser ponto pacífico que na primeira etapa da educação básica, é onde se inicia  o processo de formação da consciência social, no qual a criança faz parte, e o ato de brincar é fundamental para ajudá-la nessa transição. Além disso, no que tange à legislação, um marco para a educação infantil foi a Constituição Federal de 1988, pois ela assegura esse direito à criança de 0 a 6 anos de idade, como parte do sistema de ensino básico. Com isso compreendemos a criança como um sujeito de direitos e consideramos a importância do brincar como benefício para o desenvolvimento da mesma. Dessa forma, saliento o brincar como uma maneira das crianças se expressarem e darem sentido ao mundo que estão inseridas. embora a criança absorva a cultura dos adultos, pois ela está situada em um contexto histórico e social, a criança tem a capacidade de recriar o que já está dado “com o seu poder de imaginar, criar, reinventar e produzir cultura”. De acordo com a autora, muitos dos adultos reduzem a criança como um sujeito incompleto e imaturo, sem considerar a própria forma de ser dela, suas opiniões e suas formas de pensar

Admitindo que o brincar, nessa fase da vida, como de grande importância para que a criança desenvolva com mais destreza tanto a motricidade como o raciocínio, e com isso, vai adquirindo a compreensão de mundo que necessita.

E desta forma as atividades lúdicas são ações vividas e sentidas, não definíveis por palavras, mas compreendidas pela fruição, povoadas pela fantasia, pela imaginação e pelos sonhos que se articulam como teias urdidas com materiais simbólicos. Assim as crianças possuem a marca da singularidade do sujeito. No dinamismo do lúdico, o que importa é a própria ação, o momento vivido. Possibilita a quem a vivência, momentos de encontro consigo e com o outro, momentos de fantasia e de realidade, de ressignificação e percepção, E esta visão deve ser observada inclusive nos nossos relacionamentos . O amor verdadeiro tem humor com significante frequência. Não sendo assim precisa ser repensado.

Por assim dizer,a educação infantil é o começo da vida acadêmica do aluno, sendo de grande valia, e lembrando a norma referente ao  Art. 29 da LEI Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, definiu naquela ocasião que “ A educação infantil, primeira etapa da educação básica, tem como finalidade o desenvolvimento integral da criança até seis anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual e social, completando a ação da família e da comunidade”.

Dessa forma, para que a escola possa promover o desenvolvimento integral da criança, isto é, trabalhar seu desenvolvimento intelectual, social, emocional e simbólico, é imprescindível o respeito pela cultura infantil, as tradições oriundas da oralidade e da família (segundo cada cultura) e a valorização da brincadeira e a ludicidade em seu processo educativo.

*Rosildo Barcellos, Articulista