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segunda-feira, 5 de outubro, 2026

Abstenção em eleições gerais atinge pico histórico de 21,6%, 33 milhões de brasileiros ausentes

As recentes eleições gerais registraram um índice de abstenção sem precedentes no primeiro turno, com 33,4 milhões de brasileiros optando por não comparecer às urnas. Este número representa 21,08% do eleitorado apto, superando os 20,9% (32,7 milhões) observados em 2022, segundo dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O índice de abstenção verificado neste domingo (4) se mostrou similar ao observado nas eleições municipais de 2024, período que historicamente apresenta um maior número de ausências em comparação com pleitos nacionais. Há dois anos, o primeiro turno para escolha de prefeitos e vereadores contou com a ausência de 33,7 milhões de eleitores, totalizando 21,68% do eleitorado.

O primeiro turno das eleições gerais deste ano reunia um total de 158,7 milhões de eleitores com o direito ao voto. Desses, 125,2 milhões efetivamente compareceram aos locais de votação, indicando que aproximadamente dois em cada dez eleitores aptos não exerceram seu direito.

Comparando com os primeiros turnos de eleições gerais anteriores, a abstenção deste pleito só foi menor do que a registrada em 1998, quando 21,49% do eleitorado não compareceu aos centros de votação.

Entre os eleitores que compareceram às urnas, 2,3 milhões optaram por votar em branco para presidente, o que correspondeu a 1,84% do eleitorado. Adicionalmente, 3,6 milhões de votos foram anulados para o cargo presidencial, representando 2,93% do total de votos considerados válidos.

O TSE informou que os eleitores que não compareceram ao primeiro turno ainda têm a oportunidade de votar no segundo turno, desde que suas situações eleitorais estejam regularizadas.