Ao pisar na concessionária, a advogada, moradora de Baraguassu, acreditou estar comprando um carro zero quilômetro.
Há quase um ano, o que era sonho virou pesadelo. Ao pisar na concessionária, a advogada Larissa Bissoli de Almeida, moradora de Baraguassu, acreditou estar comprando um carro zero quilômetro. No entanto, o que alega é que o carro tinha arranhões e estava com a porta repintada.
Larissa disse que decidiu tornar pública a situação após tentar “resolver administrativamente, mas, sem solução efetiva”. “Comprei o carro em Nova Andradina, em maio de 2025. Era para ser novo, zero quilômetro. Paguei entrada alta, financiei o restante e saí acreditando estar realizando um sonho. Mas o que recebi não foi um carro zero”, conta a reportagem.
Ao perceber o problema, logo após a entrega, quando verificou os arranhões, a advogada comenta que realizou uma vistoria cautelar independente, constatando os indícios de repintura na porta lateral. “É algo absolutamente incompatível com um veículo novo e recém-saído da concessionária. Ou seja, o carro vendido como zero quilômetro apresentava sinais de intervenção na pintura”, explicou.
Liminar foi concedida, mas segundo carro também veio com problemas

Sendo assim, Larissa diz que foi obrigada a ingressar na Justiça. “A liminar foi concedida, mas, o problema continuou. Consegui a liminar, em junho de 2025, determinando a substituição do veículo, sob pena de multa diária. Após meses, no caso dia 12 de janeiro de 2026, fui chamada para retirar um segundo veículo. Fui até a concessionária acreditando que, finalmente teria meu direito respeitado, mas, novamente me deparei com irregularidades graves: o segundo carro estava desalinhado, faltando peças e com vícios confirmados”, alegou.
Da mesma forma, a advogada diz que solicitou nova vistoria cautelar, realizada dentro da própria concessionária. O laudo constatou: veículo totalmente desalinhado; desalinhamento de portas; desalinhamento de capô e para-lamas; peças faltando e irregularidades estruturais incompatíveis com carro zero.
Jeep teria conhecido os defeitos do veículo
A reportagem a advogada comenta que a própria Jeep, ao realizar o checklist interno do veículo, registrou a necessidade de ajustes e correções, reconhecendo que o carro não estava em condições ideais.
“Diante desse cenário, eu não poderia aceitar outro veículo com vícios evidentes como se fosse novo. Por isso, não retirei o carro. Não se trata de recusa injustificada — trata-se de recusa de veículo com defeitos. E a sentença confirmou o meu direito e aí a Justiça proferiu nova sentença determinando a substituição por veículo zero quilômetro em perfeitas condições; prazo de 10 dias para cumprimento; multa diária de R$ 1.000,00; indenização por danos morais e pagamento de custas e honorários”, explanou.
O prazo, no entanto, terminou no dia 2 de fevereiro de 2026. “Até hoje, nenhum veículo novo em perfeitas condições foi entregue. No dia 9 de fevereiro de 2026, fui surpreendida com a emissão de um boleto no valor de R$ 166.776,87, com vencimento no mesmo dia. Esse valor aparenta estar vinculado ao segundo veículo que não foi entregue definitivamente; estava avariado; está em descumprimento de decisão judicial. Mesmo sem estar com o carro, foi emitida cobrança integral e, enquanto isso, continuo pagando regularmente as parcelas do primeiro veículo defeituoso”, disse.
Sonho virou uma “longa batalha judicial”, lamenta advogada
Por fim, a advogada comenta que hoje se encontra com decisão judicial favorável, sem veículo novo em condições adequadas, além de enfrentar o descumprimento de liminar e sentença diante de cobrança de veículo não entregue e, como depende de carro para trabalhar, disse que o seu sonho virou “uma longa batalha judicial”.
“Todos os fatos estão documentados em processo judicial em trâmite no Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul. Estou apenas buscando o cumprimento de uma decisão judicial e o respeito ao direito do consumidor”, finalizou.
A reportagem entrou em contato com a Jeep, no telefone Whatsapp divulgado, além de enviar email para a agência de comunicação que atende a montadora, porém, sem retorno até o momento. O espaço está aberto para manifestação.
Fonte: Midiamax

