17/09/2015 06h40
Ex-ministro desfere as críticas no dia em que o irmão, Cid Gomes, foi condenado a pagar R$ 50 mil ao deputado por tê-lo chamado de “achacador”
Congresso em Foco
Ex-ministro e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes voltou a causar polêmica nesta quarta-feira (16), ao conceder a primeira entrevista depois de se filiar ao PDT, em formalidade cumprida na sede da sigla em Brasília. Um dos fundadores do Pros, Ciro fez críticas aos partidos que aderiram ao movimento pró-impeachment em curso na Câmara e classificou o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), como “o maior vagabundo de todos” (veja no vídeo abaixo). Em 17 de agosto, Ciro já havia chamado o peemedebista de “pilantra de 5ª categoria” (ouça o áudio). Depois da filiação ao PDT, Ciro volta à carga contra o deputado no dia em que o irmão, o também ex-governador cearense Cid Gomes, foi condenado a pagar R$ 50 mil a Cunha por tê-lo chamado de “achacador”. Hoje (quarta, 16), Ciro relembrou o episódio envolvendo o irmão, cuja filiação ao PDT é esperada para 28 de setembro.
“Cid Gomes era ministro e denunciou que havia um processo de apodrecimento das relações do governo federal com o Congresso Nacional, e que essa deterioração se assentava no achaque, na chantagem. Dito isso, foi lá, meteu o dedo na cara desse maior vagabundo de todos, que é o presidente da Câmara – digo pessoalmente, não como [membro do] PDT –, pegou o paletó e foi para casa”, declarou o novo pedetista, que por ora nega a intenção de se candidatar a algum posto pela sigla.


