
O Advogado-Geral da União, Jorge Messias, afirmou, nesta terça-feira (3/3), que os desafios enfrentados pela atual gestão levaram a Advocacia-Geral da União (AGU) a atingir, nos últimos três anos, um patamar institucional menos reativo e mais próximo do cidadão. A afirmação foi feita durante o discurso de abertura do Encontro Nacional de Gestão da AGU, evento anual realizado pela Secretaria de Governança e Gestão Estratégica do órgão para aprimorar o desenvolvimento institucional e a qualificação profissional de seus membros e servidores.
“Em um cenário marcado por ataques à democracia, ameaças às instituições e crise climática, foi preciso que nossa instituição desse uma virada institucional e olhasse para fora, para a sociedade que nela deposita suas esperanças, para a economia, a segurança jurídica e a democracia”, disse Messias.
Segundo o advogado-geral da União, decisões como a criação das Procuradorias Nacionais de Defesa da Democracia (PNDD) e do Clima e Meio Ambiente (Pronaclima) são exemplos de movimentos estratégicos e estruturais impostos pelo “nosso tempo”.
“Essas inovações institucionais não são modismos nem nasceram para responder a um episódio isolado, mas para estruturar uma atuação contínua de proteção a ataques às bases do nosso regime e às ameaças trazidas pela mudança climática”, disse.
Outro marco citado pelo AGU foram os investimentos em inovação e tecnologia. Segundo Messias, o órgão se posicionou na vanguarda da transformação digital, introduzindo a inteligência artificial de forma responsável e criando o seu Laboratório de Inovação.
“Nosso objetivo nunca foi substituir o julgamento jurídico, mas sim libertar a inteligência humana de tarefas repetitivas, permitir uma gestão mais estratégica do acervo, acelerar rotinas, sem abrir mão da segurança jurídica”, afirmou.
O ministro também falou da introdução da “filosofia da consensualidade”: “Na AGU, ou a gente ganha, ou a gente faz acordo”, disse, citando uma máxima que acompanha a atual gestão. Essa abordagem, disse Messias, reduziu litígios, preservou o espaço fiscal e garantiu a continuidade das políticas públicas.
O AGU também lembrou do trabalho da instituição sobre temas ligados a cidadania, diversidade e inclusão que, segundo ele, foram elevadas a políticas de Estado, com a criação da Assessoria Especial de Diversidade e Inclusão e programas como o Esperança Garcia, que auxilia o acesso de pessoas negras às carreiras jurídicas.
Por fim, Jorge Messias falou da reorganização da gestão de pessoas e citou a realização de concursos, com a posse de novos membros e servidores. “Criamos condições para que a AGU continue sendo, a médio e longo prazo, uma instituição capaz de atrair e reter talentos”, afirmou. Desde 2023 até o fim de 2026, serão mais de 2 mil novos ingressos na AGU, que encontrarão políticas de enfrentamento ao assédio, fortalecimento das corregedorias, instalação e atuação efetiva de comissões de ética.
Encontro de Gestão
O Encontro Nacional de Gestão 2026 é um espaço de reflexão estratégica, integração e fortalecimento da atuação institucional da AGU. O evento, que acontece até amanhã no edifício-sede do Banco Central, reúne o conjunto de dirigentes da instituição, além de gestores, membros e servidores das equipes de gestão.
A programação conta com palestras, painéis e minicursos, entre outras atividades. O objetivo do encontro deste ano é demonstrar a maturidade institucional da AGU a partir da nova arquitetura organizacional do órgão.
Assessoria Especial de Comunicação Social da AGU
Fonte: Advocacia-Geral da União
