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André muda discurso de novo e diz que por gratidão apoia Simone para o Senado

27/03/2014 08h50

Esse, no entanto, é mais um capítulo da novela envolvendo o futuro político do governador

Midiamax

O governador André Puccinelli (PMDB) voltou a confundir a cabeça do eleitor ao declarar nesta quarta-feira (26) ter o compromisso de apoiar a vice-governadora Simone Tebet (PMDB) para o Senado nas eleições de outubro.

O governador, que recentemente prometeu anunciar sua candidatura ou não no começo de abril, disse que seu apoio a correligionária trata-se de gratidão e fidelidade, conforme noticiou ontem, quarta-feira(26), o Midiamax.

Ao mudar o discurso, André lembrou a garantia que teria dado ao senador Ramez Tebet, falecido em 2006, de que apoiaria a filha dele para que ela pudesse dar sequencia ao seu trabalho em Brasília.

Esse, no entanto, é mais um capítulo da novela envolvendo o futuro político do governador, que a cada entrevista deixa uma dúvida no ar a respeito de sua possível participação no próximo pleito.

Estrategicamente ou não, o gesto de André Puccinelli tem despertado a curiosidade do eleitorado e deixado dúvida na cabeça dos principais líderes políticos do Estado, conforme os analistas.
Da mesma forma, Simone devolveu a gentileza ao declarar na semana passada que em nome dos interesses do PMDB abriria mão de postular o cargo para apoiar André.

Por causa da incerteza, o cenário político sul-mato-grossense continua o mesmo, ou seja, com apenas dois pré-candidatos declarados ao governo do Estado, o senador Delcídio do Amaral (PT) e o ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad.

Outro que analisa a possibilidade de participar do pleito é o prefeito de Dourados, Murilo Zauith (PSB), que, para isto, teria de renunciar ao cargo em abril.

O socialista está sendo aconselhado pelo comando nacional de seu partido a entrar na disputa para montar a estrutura de campanha do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB-PE), pré-candidato à Presidência da República.

Até mesmo a corrida para o Senado, na visão de especialistas, está estagnada, uma vez que o deputado federal Reinaldo Azambuja (PSDB), por exemplo, promete se manifestar publicamente após André se decidir.

Apesar do interesse pelo salão azul do Senado, o tucano também teria aval do comando nacional do PSDB para concorrer à sucessão estadual.

A ideia, além de entrar no páreo como uma espécie de 3ª via, seria montar o palanque do senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato do partido ao Palácio do Planalto.

Azambuja é tido como a “menina dos “olhos” de Delcídio numa eventual dobradinha entre PSDB e PT em Mato Grosso do Sul, projeto que enfrenta certa resistência do comando nacional das duas legendas por conta do embate iminente entre Aécio Neves e a presidente Dilma Rousseff na corrida ao Planalto.

André durante o ato no hospital regional