Sheiza morreu por complicações após o procedimento estético (Reprodução, redes sociais)

O irmão procurou a Polícia Civil para registrar boletim de ocorrência.

Nesta quinta-feira (23), sete dias após a morte de Sheiza Mariane Pereira Ayala, 21 anos, o irmão procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência. Assim, o caso também passa a ser investigado pela Polícia Civil e é tratado como morte a esclarecer.

Segundo o relato do irmão, no dia 12 de setembro Sheiza entrou em contato, avisando que tinha feito o procedimento estético em Pedro Juan Caballero e estava na casa de uma amiga. Assim, no dia seguinte o irmão a buscou e questionou sobre tal procedimento.

Então, Sheiza teria dito que fez uma aplicação de colágeno nas nádegas e que estava se sentindo bem. No entanto, contou que tudo foi feito em uma casa e não em clínica. Além disso, também relatou que a responsável pela aplicação foi Danilda Ruiz Diaz.

Com isso, o irmão ficou preocupado. Sheiza começou a se sentir mal e entrou em contato com Danilda, que teria dito que era normal sentir dores e náuseas. Já com falta de ar, a jovem pediu ao irmão para ir ao hospital e deu entrada no Hospital Regional de Ponta Porã no dia 14.

Mesmo assim, no dia seguinte ela deu entrada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), em estado grave. Dois dias depois, em 17 de setembro, a jovem faleceu por causa de complicações.

Justiça paraguaia investiga

A clínica clandestina está sob a investigação da Justiça paraguaia após a morte de Sheiza. Assim, segundo o agente fiscal Pablo Zorrilla, o Ministério Público investiga o caso para saber as circunstâncias do procedimento estético.

Ainda conforme as primeiras informações, a clínica funcionava sem autorização e Danilda está sendo investigada. Também conforme dados das autoridades paraguaia, Danilda já foi investigada por um caso semelhante em 2019, quando foi acusada de homicídio culposo.

Neste caso, o processo ainda corre e audiência está agendada para o dia 20 de novembro. Além de Danilda, o Ministério Público deve denunciar também Claudia Raquel Echeguren Chave, no nome de quem estava a casa onde funcionava a clínica.

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