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domingo, 4 de outubro, 2026

Apesar de recorde, eleitores com deficiência enfrentam barreiras no dia da votação

O aumento expressivo de eleitores com deficiência aptos a votar nas eleições deste ano, atingindo quase 2 milhões de pessoas, um recorde segundo a Justiça Eleitoral, ainda esbarra em desafios de acessibilidade e organização. Relatos como o de Alexandre Prudente, cadeirante, ilustram a complexidade da jornada para exercer o direito ao voto.

Alexandre dirigiu-se à Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), no Maracanã, local que já havia utilizado em eleições anteriores. Após percorrer rampas e usar um elevador, descobriu que sua seção eleitoral havia sido realocada. Sua seção, que antes funcionava em Vila Isabel, foi transferida para a Uerj, e posteriormente, retornou ao local original. A desinformação sobre a mudança e a dificuldade em verificar o local de votação online antes de sair de casa o obrigaram a um novo deslocamento.

O eleitor precisou se deslocar por 1,5 quilômetro até a Igreja Metodista em Vila Isabel. Lá, mesmo com a prioridade garantida para pessoas com deficiência, enfrentou uma espera de uma hora para conseguir votar, um tempo consideravelmente maior do que em pleitos anteriores.