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sexta-feira, 19 de agosto, 2022
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Após interno ser ‘capturado’ e morto na fronteira, associação de agentes pede melhores condições em Uneis

Rapaz foi morto com tiros de fuzil; seis homens teriam invadido Unidade Educacional de Internação e retirado vítima à força.

Depois de um adolescente, de 17 anos, ser “capturado” da Unidade Educacional de Internação (Unei) e morto a tiros de fuzil, nesta terça-feira (30), em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai, representantes da Associação dos Agentes de Segurança Socioeducativos cobram melhores condições de trabalho e mais segurança em todas as unidades do estado.

Em documento enviado à Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), a associação enumerou cinco melhorias que julgam ser necessárias. Entre os pedidos, está a realização de concurso público para contratação de novos agentes, concessão de porte de armas para a categoria e criação de Grupo de Agentes Especializados em escolta e segurança.

Além disso, a associação também afirmou que ressaltará a necessidade de investimentos em armamentos e construção e ativação de guaritas, assim como do retorno do plantão da Polícia Militar na área externa das Unidades.

O g1 procurou a Sejusp que, em nota, afirmou que não foi oficialmente notificada pela Associação do Agentes Públicos, porém, que todas as tratativas para melhoria do trabalho dos socieducadores estão sendo realizadas.

Invasão

Conforme boletim de ocorrência, cerca de seis homens invadiram a Unei de Ponta Porã, na madrugada, e retiraram a forças o adolescente.

Na ação, três bandidos quebraram cadeados e imobilizaram agentes com uma fita preta, a mesma usada para amarrar a vítima. Horas depois, o rapaz foi encontrado morto, com o rosto desfigurado e com o corpo cheio de marcas de tiros de fuzil.

Fonte: G1 MS

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