20/02/2015 12h40
Marcos Silva é suspeito de liderar Cerol Fino. Membros da facção têm o apelido dele tatuado
R7
Marcos Paulo da Silva é o nome do detento suspeito de fundar, há cerca de dois anos, a facção criminosa Cerol Fino, cuja marca é arrancar as vísceras dos rivais. Conhecido pelo apelido de “Lúcifer”, ele foi transferido, no início da semana, para uma unidade prisional onde ficará internado sob o mais duro regime disciplinar do Estado, o RDD (regime disciplinar diferenciado).
Esta é ao menos a quarta vez que Silva cumpre o chamado “castigo”. No RDD, o preso tem direito a apenas duas horas de banho de sol. O resto do tempo, permanece incomunicável em cela individual.
O suspeito de fundar a Cerol Fino estava, desde o final do ano passado, na Penitenciária 1 de Presidente Venceslau. Na quarta-feira (18), o R7 revelou que, neste mês, dois detentos da unidade foram assassinados, tiveram a região do abdome retalhada e os órgãos retirados, como a facção costuma fazer.
O nome Cerol Fino é uma alusão às linhas de pipa que possuem caco de vidro. Usadas em disputas, cortam como navalha.
A Polícia Civil concluiu que Silva não está diretamente ligado aos dois assassinatos. Os detentos Marciano Ribeiro Araújo e André Ribeiro da Silva, que admitiram pertencer à Cerol Fino, são apontados como os autores dos homicídios dos encarcerados Francinilzo Araújo de Souza, no dia 2, e de Cauê de Almeida, no dia 15, em Presidente Venceslau.
Mas os investigadores ainda apuram se foi o líder da facção que ordenou as mortes.
Considerado pelas autoridades um detento indisciplinado, Silva teria incitado outros presos a praticar homicídios e motins no momento em que deixava a prisão de Venceslau.

