Por Juliana Rauzer

Artigo: 5 dicas para ensinar solidariedade às criançasEm época de pandemia estamos vivenciando uma ótima oportunidade de estender a mão ao próximo. Ser caridoso ou solidário não é só doar roupas, alimentos, dinheiro. Vai muito além! Mas para que os adultos sejam altruístas necessitam ser estimulados desde pequenos. Apresento cinco dicas que considero principais para incentivar nossas crianças o caminho da benevolência.

Dica número  1: SEJA O EXEMPLO!

Sim, sua criança reflete o que ela vivencia, isso é um fato! Por isso, é importante observar o que falamos e como agimos perto delas. O modelo de educação que envolve toda a rede familiar e também o ambiente escolar vai refletir diretamente no seu comportamento. Você pode ensinar a ela que mentir é errado, porém quando ela vê você mentindo percebe que pode também agir assim. Portanto, tenha muito cuidado com suas atitudes.

Tenha comportamentos solidários dentro de casa, assim você emprestando algo seu fará que através do exemplo ela também passe a dividir com mais facilidade. Busque praticar a solidariedade o ano todo. As pessoas tendem a fazer doações mais em épocas festivas, porém quanto mais atitudes de benevolência com o próximo mais exemplos positivos ela terá. Lembrando que o perdão de coração também é uma forma de ser caridoso.

Dica número 2: CONVERSE MUITO. EXPLIQUE!

Crianças são naturalmente curiosas, não podemos podar isso jamais. Quando ela perguntar algo necessitamos atendê-las com atenção e explicar de forma natural às diferenças que encontramos no nosso dia a dia. Crianças não são preconceituosas, elas brincam com as outras não se importando com etnias, deficiências, classe sociais.

A fim de estimular a solidariedade torna-se importante o diálogo. Converse sobre as pessoas com deficiência, o bullyng, a diversidade. Não basta só fazer a doação, a criança precisa entender que quem está recebendo tem muito menos e se sente muito feliz quando presenteado. Se solidarizar com o próximo é doar seu tempo. Quando por exemplo o (a) amiguinho (a) do seu filho (a) estiver triste estimule-o a perguntar o que aconteceu, como pode ajudá-lo (a), se interessar pelos sentimentos do outro é uma forma de praticar a solidariedade. Assim ele tem a oportunidade de ouvir, aconselhar, incentivar tendo sempre você como referência, porque com certeza age assim com ele também.  

Dica número 3: OPORTUNIZE O COMPARTILHAR

Veja bem, ensinar a compartilhar não é tirar do seu filho e dar para o outro. Você iria gostar de estar trabalhando no seu computador e alguém viesse e retirasse ele sem motivos, apenas porque quer? Com certeza não iríamos e porque com a criança seria diferente? Óbvio que ela não gosta e outra coisa segundo o psicólogo Paul Osterrieth: “As crianças de até cinco anos não têm necessidade de compartilhar coisas com outras, devido ao fato de que não entendem que um brinquedo é para uma finalidade em comum”. Oportunizar o compartilhamento é ter momentos juntos, passar a bola de mão em mão, confeccionar junto do irmão, do coleguinha ou amiguinho algo que possam comer ou brincar. Propicie brincadeiras e jogos em equipe.

O irmão caçula não tem o direito de chorar e ganhar o brinquedo do irmão mais velho. Ele precisa compreender que no momento é o outro que está com o objeto.

Um jeito mais tranquilo de lidar com essa situação é a distração, quando houver uma disputa, tire o foco daquele objeto, apresentando outra opção para eles brincarem, se possível, juntos. Se você retirar o objeto do seu primeiro filho vai estar afirmando que é chorando que se resolve as situações, além de frustrar o mais velho de forma negativa, não permitindo que ele tenha o seu espaço respeitado. Como nos sentimentos quando somos desrespeitados?

À medida que crescem, elas aprendem a lidar melhor com o dividir e emprestar isso porque o seu desenvolvimento cerebral está em processo, assim irão adquirindo competências emocionais que é fundamental para aprender a viver em sociedade.

Dica número 4: UTILIZE HISTÓRIAS PARA ENSINAR SOLIDARIEDADE

As habilidades cognitivas devem ser estimuladas e uma excelente ferramenta é o livro infantil. Por meio das histórias elas aprendem com os personagens atitudes positivas e saudáveis como a solidariedade. Também pode oferecer filmes com o tema. Legal fazer uma reflexão após o encerramento podendo ser através do diálogo, desenho, pintura.

Dica número 5: EDUCAÇÃO POSITIVA

Quando somos muito autoritários ou permissivos de mais não conseguimos educar e apresentar valores de um modo eficaz. O ideal é estabelecer uma educação baseada no afeto, respeito, e diálogo. Esse método criado pela psicóloga Jane Nelsen tem como prioridade educar os filhos de uma maneira firme, porém gentil. Assim desenvolvendo o senso de cooperação, respeito, autonomia e responsabilidade. No seu dia a dia você pode fazer com que seus filhos sejam convidados a refletir sobre os conflitos e juntos acharem uma solução. Os castigos aqui cedem lugar para a troca construtiva o que faz com que a criança se torne protagonista do seu próprio desenvolvimento.

Assim, com pequenas atitudes diárias, iremos com certeza ver nossas crianças mais complacentes.

Deus abençoe e até a próxima semana!

Juliana Rauzer da S. Sousa

Pedagoga/Psicopedagoga/Especialista em Educação Especial

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